Matéria publicada sobre estudos da ANVISA em relação a contaminação de alimentos com agrotóxicos.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) constatou que os produtores rurais têm usado agrotóxicos não autorizados no plantio de determinados alimentos. Em 2010, a Vigilâncias Sanitária avaliou 2.488 amostras de alimentos, sendo que 28% apresentaram resultado insatisfatório para a presença de resíduos dos produtos. Deste total, 605 (24,3%) amostras estavam contaminadas com agrotóxicos não autorizados.
Quando o uso de um agrotóxico é autorizado no país, os órgãos responsáveis por essa liberação, indicam para que tipo de plantação ele é adequado e em que quantidade pode ser aplicado. Em 42 amostras (1,7%), o nível de agrotóxico estava acima do permitido. Em 37% dos lotes avaliados, não foram detectados resíduos de agrotóxicos.
"Os resultados insatisfatórios devido à utilização de agrotóxicos não autorizados resultam de dois tipos de irregularidades, seja porque foi aplicado um agrotóxico não autorizado para aquela cultura, mas cujo [produto] está registrado no Brasil e com uso permitido para outras culturas, ou seja, porque foi aplicado um agrotóxico banido do Brasil ou que nunca teve registro no país, logo, sem uso permitido em nenhuma cultura", conclui o relatório do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos de Alimentos (Para).
O pimentão lidera a lista dos alimentos com grande número de amostras contaminadas por agrotóxico. Em quase 92% das amostras foram identificados problemas. Em seguida, aparecem o morango e o pepino, com 63% e 57% das amostras com avaliação ruim.
Em uma amostra de pimentão, foram encontrados sete tipos diferentes de agrotóxicos irregulares. A batata foi o único alimento sem nenhum caso de contaminação nas 145 amostras analisadas.
A agência reguladora constatou também que, das 684 amostras consideradas insatisfatórias, 208 (30%) tinham resíduos de produtos que estão sendo revistos pela Vigilância Sanitária ou serão banidos do país, como é o caso do endossulfan e do metamidófos, que serão proibidos no Brasil nos próximos dois anos.
Em 2010, foram avaliados resíduos de agrotóxicos em 18 tipos de alimentos em 25 estados e no Distrito Federal. São Paulo não participou do programa.
A lista com os dez alimentos com mais amostras contaminadas com resíduos de agrotóxicos é a seguinte: 1) pimentão; 2) morango; 3) pepino; 4) cenoura; 5) alface; 6) abacaxi; 7) beterraba; 8) couve; 9) mamão; e, 10) tomate.
PRODUTOR USA MENOS AGROTÓXICOS DO QUE A 10 ANOS
Apesar do avanço das vendas de defensivos -- que deve chegar a 11% de crescimento este ano em relação a 2010 --, o uso do produto diminuiu em comparação há dez anos, segundo o engenheiro agrônomo Octávio Nakano, do Departamento de Entomologia, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq).
"Não é o simples fato de existir praga na lavoura que leva à aplicação de inseticidas", disse. Hoje em dia, antes de o produtor se decidir pela aplicação de defensivos, é feito o controle da infestação por meio do sistema chamado de manejo integrado de pragas (MIP), conforme explica Nakano.
"A agricultura está passando por uma boa fase, com redução muito grande de intoxicações e de acidentes com operários. Além disso, os defensivos, hoje, são muito menos perigosos do que os que eram utilizados há dez anos", pontuou o acadêmico.
Nakano lembra que a maior cautela contra os ataques biológicos envolve as culturas de soja, algodão e citros. No entanto, para evitar perdas nas colheitas, conforme esclareceu, os produtores contam hoje com modernas ferramentas, entre as quais o GPS (sigla em inglês de Global Positioning System), aparelho que permite acompanhar a evolução populacional de pragas pelo mapeamento da área plantada.
Outro recurso, no caso da soja, por exemplo, são as sementes geneticamente modificadas, ou transgênicas, mais resistentes aos ataques por lagartas. Segundo o agrônomo, os defensivos representam em torno de 15% dos custos de produção e, com o manejo integrado, o percentual cai para algo em torno de 12%. Na avaliação de Nakano, atualmente, há uma maior consciência ecológica, mas busca-se também reduzir o uso para baratear a produção.
Também há os investimentos por parte da indústria do setor. Em busca de fórmulas que levem a produtos mais seguros para o meio ambiente e menos tóxicos, os fabricantes de defensivos gastam, anualmente, entre 10% a 12% do faturamento em pesquisa e desenvolvimento (P&D), de acordo com o gerente técnico da Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef), Luiz Carlos Ribeiro. Ele lembrou que o maior volume de investimentos deve-se também ao fato de haver no país diferentes tipos de clima, o que favorece o surgimento de pragas, ervas daninhas, insetos e fungos.
Para Ribeiro, no entanto, falta uma política de assistência para o uso correto dos defensivos entre os pequenos produtores, o que deixa esses usuários dependentes apenas de orientações repassadas por vendedores ou representantes de cooperativas. O executivo observou ainda que, com tecnologia, o Brasil vem conseguindo aumentar a produtividade. "Estamos produzindo cada vez mais quantidade de grãos e, praticamente, sem derrubar mais árvores e, com a recuperação que o governo federal realiza em áreas degradadas, poderemos dobrar o plantio", ponderou.
De acordo com estudos da empresa de consultoria alemã Klefmann, o Brasil aumentou sua produtividade sem ampliar a área plantada. Além disso, os estudos apontam que, por produto colhido, o país usa menos defensivos do que a Argentina, União Europeia (UE), China, França, Rússia e o Japão, mesmo tendo maior incidência de pragas, doenças e ervas daninhas.
O pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), Mauro Lopes, disse que o Brasil tem liderado o crescimento da produção agrícola no mundo todo, em torno de 4% ao ano, e deverá ter uma expansão de 40% até 2050, segundo projeções da FGV e de outras instituições, como a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Esse avanço, conforme analisa, implica uso crescente de defensivos. "Eu não vejo a possibilidade de substituir o inseticida agroquímico, embora tenha havido um avanço com sucesso indiscutível do controle biológico", avalia Lopes.
Na opinião do consultor Flávio Hirata, de uma empresa de consultoria do agronegócio, os agrotóxicos considerados danosos à saúde humana e ao meio ambiente deverão ser retirados do mercado até em função do movimento que há no Brasil e no resto do mundo para que isso ocorra. "A própria Anvisa já baniu alguns produtos do mercado brasileiro", adverte.
Hirata lembra que não há como manter o desenvolvimento agrícola sem o uso dos defensivos, mas pondera que essa utilização deve ser racional até porque "o agricultor coloca na ponta do lápis quanto custa o produto e o benefício".
FONTE
Agência Brasil
Carolina Pimentel e Marli Moreira - Repórteres
Nádia Franco e Lana Cristina - Edição
Este é um blog sobre Controle Fitossanitário para o apoio à agricultura brasileira. Será mantido por uma equipe de engenheiros agrônomos da Agrotis com a colaboração de diversos especialistas e links para trabalhos relacionados.
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Ferrugem surge em lavouras do PR e GO
Reportagem publicada pela Gazeta do Povo Online - Curitiba/PR - CAMINHOS DO CAMPO, sobre os primeiros focos de ferrugem asiática na safra atual.
O primeiro foco de ferrugem asiática confirmado nesta safra, em área comercial, foi registrado em lavoura de soja de Cristalina, em Goiás (Centro-Oeste). A informação é da Embrapa Soja, que coordena do consórcio nacional antiferrugem. O Paraná, por sua vez, registrou o primeiro foco em soja voluntária, em Nova Aurora (Oeste).
Apesar de a ferrugem ter surgido em plantas que nasceram de grãos que germinaram espontaneamente (sem ter sido plantados), a presença do fungo causador da ferrugem no Paraná preocupa os produtores e exige reforço na vigilância das lavouras. O agrônomo da Cooperativa Coopacol Fernando Fávero relatou que as plantas atacadas estavam na fase de enchimento de grãos (R5). Ele recomenda atenção redobrada, uma vez que as primeiras lavouras semeadas na região já floresceram. O florescimento favorece a ferrugem.
Para a pesquisadora Cláudia Godoy, da Embrapa Soja, os produtores precisam intensificar o monitoramento das lavouras para realizar o controle da ferrugem no momento adequado. “A floração da lavoura é uma época em que as linhas de soja se fecham e fica mais favorável para que a infecção se inicie nas folhas de baixo das plantas, em função do sombreamento e da maior umidade”, explica.
O primeiro foco de ferrugem asiática confirmado nesta safra, em área comercial, foi registrado em lavoura de soja de Cristalina, em Goiás (Centro-Oeste). A informação é da Embrapa Soja, que coordena do consórcio nacional antiferrugem. O Paraná, por sua vez, registrou o primeiro foco em soja voluntária, em Nova Aurora (Oeste).
Apesar de a ferrugem ter surgido em plantas que nasceram de grãos que germinaram espontaneamente (sem ter sido plantados), a presença do fungo causador da ferrugem no Paraná preocupa os produtores e exige reforço na vigilância das lavouras. O agrônomo da Cooperativa Coopacol Fernando Fávero relatou que as plantas atacadas estavam na fase de enchimento de grãos (R5). Ele recomenda atenção redobrada, uma vez que as primeiras lavouras semeadas na região já floresceram. O florescimento favorece a ferrugem.
Para a pesquisadora Cláudia Godoy, da Embrapa Soja, os produtores precisam intensificar o monitoramento das lavouras para realizar o controle da ferrugem no momento adequado. “A floração da lavoura é uma época em que as linhas de soja se fecham e fica mais favorável para que a infecção se inicie nas folhas de baixo das plantas, em função do sombreamento e da maior umidade”, explica.
Percevejos causam prejuízo econômico às plantações de soja
Matéria divulgada sobre trabalho de mapeamento na avaliação do dano econômico de percevejos na soja.
Pesquisadoras da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da USP, em Piracicaba, estão desenvolvendo um mapeamento dos genes de percevejos predadores da soja, que normalmente causam grande prejuízo econômicos às lavouras. É o caso das espécies Nezara viridula (L.), Piezodorus guildinii (West.) e Euschistus heros (F.), por exemplo, que se alimentam diretamente dos grãos, afetando rendimento e a qualidade das sementes da oleaginosa. A agrônoma Michelle da Fonseca Santos e a bióloga Milene Möller atualmente trabalham analisando os genes associados à resistência da soja ao grupo de percevejos sugadores de vagens, bem como a expressão gênica esses animais. “A resistência de plantas é uma tática de controle de insetos-praga desejável, entretanto as cultivares de soja resistentes a insetos recomendadas para o cultivo, no Brasil, são adaptadas somente à região Sudeste”, comenta Michelle, que ainda ressalta que este é “um trabalho mundialmente inédito”. Desta forma, este trabalho irá beneficiar os melhoristas de soja na obtenção de cultivares resistentes ao complexo de percevejos, contribuindo para o aumento na produtividade da cultura. A obtenção de cultivares agronomicamente competitivas e resistentes ao complexo de percevejos é alvo de programas de melhoramento genético no Brasil, mas, entretanto, até agora esses programas não têm apresentado sucesso, devido à resistência aos percevejos apresentar controle poligênico. A soja constitui-se na fonte de proteína mais consumida mundialmente, sendo o Brasil o segundo maior produtor mundial dessa leguminosa. De acordo com dados publicados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), na safra 2010/2011, a produção brasileira foi de 72 milhões de toneladas, em uma área cultivada de 24 milhões de hectares. Além disso, a soja é responsável por, aproximadamente, 25% das exportações brasileiras, representando importante fonte de capital para o País. Parceria O trabalho de Michele e Milene está sendo orientado pelo professor José Baldin Pinheiro, do Departamento de Genética (LGN) da Esalq, dentro do programa de Pós-Graduação em Genética e Melhoramento de Plantas. O projeto recebe financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado de São Paulo (Fapesp) e Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), em parceria com a Fulbright. Na Estação Experimental do LGN, localizada no município de Anhembi (SP), a população de mapeamento foi avaliada quanto a reação aos insetos em condições de infestação natural. Posteriormente, a mesma foi genotipada no Laboratório de Diversidade Genética e Melhoramento de Plantas, usando marcadores TRAP, AFLP e SSR.
Agência USP com Comunicação da Esalq
Fonte: Agrolink-RS
Pesquisadoras da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da USP, em Piracicaba, estão desenvolvendo um mapeamento dos genes de percevejos predadores da soja, que normalmente causam grande prejuízo econômicos às lavouras. É o caso das espécies Nezara viridula (L.), Piezodorus guildinii (West.) e Euschistus heros (F.), por exemplo, que se alimentam diretamente dos grãos, afetando rendimento e a qualidade das sementes da oleaginosa. A agrônoma Michelle da Fonseca Santos e a bióloga Milene Möller atualmente trabalham analisando os genes associados à resistência da soja ao grupo de percevejos sugadores de vagens, bem como a expressão gênica esses animais. “A resistência de plantas é uma tática de controle de insetos-praga desejável, entretanto as cultivares de soja resistentes a insetos recomendadas para o cultivo, no Brasil, são adaptadas somente à região Sudeste”, comenta Michelle, que ainda ressalta que este é “um trabalho mundialmente inédito”. Desta forma, este trabalho irá beneficiar os melhoristas de soja na obtenção de cultivares resistentes ao complexo de percevejos, contribuindo para o aumento na produtividade da cultura. A obtenção de cultivares agronomicamente competitivas e resistentes ao complexo de percevejos é alvo de programas de melhoramento genético no Brasil, mas, entretanto, até agora esses programas não têm apresentado sucesso, devido à resistência aos percevejos apresentar controle poligênico. A soja constitui-se na fonte de proteína mais consumida mundialmente, sendo o Brasil o segundo maior produtor mundial dessa leguminosa. De acordo com dados publicados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), na safra 2010/2011, a produção brasileira foi de 72 milhões de toneladas, em uma área cultivada de 24 milhões de hectares. Além disso, a soja é responsável por, aproximadamente, 25% das exportações brasileiras, representando importante fonte de capital para o País. Parceria O trabalho de Michele e Milene está sendo orientado pelo professor José Baldin Pinheiro, do Departamento de Genética (LGN) da Esalq, dentro do programa de Pós-Graduação em Genética e Melhoramento de Plantas. O projeto recebe financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado de São Paulo (Fapesp) e Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), em parceria com a Fulbright. Na Estação Experimental do LGN, localizada no município de Anhembi (SP), a população de mapeamento foi avaliada quanto a reação aos insetos em condições de infestação natural. Posteriormente, a mesma foi genotipada no Laboratório de Diversidade Genética e Melhoramento de Plantas, usando marcadores TRAP, AFLP e SSR.
Agência USP com Comunicação da Esalq
Fonte: Agrolink-RS
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Mapa divulga lista de itens fora do padrão
Pimentão, alface e morango são os alimentos com maior presença de multirresíduos de agrotóxicos dentre 23 produtos de origem vegetal pesquisados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) na safra 2010/2011. Conforme resultado do Plano Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes em Produtos de Origem Vegetal apresentado na última quarta-feira (16), apenas 27,5% das amostras coletadas de pimentão se enquadraram no nível de conformidade do Ministério. Mato Grosso não participou desta coleta, conforme Instrução Normativa nº 25/2011. Referente à safra 2011/2012 devem ser recolhidas 2,160 amostras, em 21 estados brasileiros, mas a localização não foi divulgada.
Alface e morango também apresentaram grande quantidade das amostras fora dos padrões, com índice de 54,2% e 48,8%, respectivamente. Cem por cento das amostras de tomate, batata, arroz, feijão e café estavam dentro dos padrões. Outros alimentos que se destacaram pelo alto índice de conformidade são maçã (99,13%), mamão (97,57%) e milho (96,15%), assim como banana, manga, melão e uva, com mais de 90% de conformidade. Outros alimentos pesquisados foram laranja (76,67%), amendoim (78,95%), castanha-do-brasil (66,67%), trigo (73,33%), soja (68%) e pimenta-do-reino (83,87%).
No caso dos grãos, a análise monitorou também a presença da substância aflatoxina, causada por fungos e favorecida pelo excesso de umidade. Plano Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes em Produtos de Origem Vegetal existe desde 2009 com objetivo de orientar as ações do governo na fiscalização e correção no uso dos agrotóxicos. Em Mato Grosso, uma das principais regiões produtoras de hortifruti é o município de Campo Verde, onde 7 assentamentos rurais fornecem o suficiente para suprir 40% da demanda por esses alimentos em Cuiabá, segundo o presidente da Cooperativa Agropecuária Fartura Orgânica (Cooperfar), José Guilherme Pereira.
Na região são colhidos maracujá, banana, morango, alface, rúcula, repolho, tomate, pimentão, mamão, abóbora, quiabo, entre outros. No assentamento Santo Antônio da Fartura, por exemplo, são plantados 120 hectares e cerca de 15% da produção dispensa aplicação de agrotóxicos. Pereira, que também é produtor no assentamento rural, diz que a participação dos alimentos orgânicos não é maior pela dificuldade de adaptação e comercialização, por não haver um mercado consolidado no Estado. “Apenas 2 supermercados compram orgânico daqui e é difícil manter, porque a produtividade é menor que do convencional”.
Produtor acrescenta que o cultivo do tomate, pimentão e mamão requer maior utilização de agrotóxicos, enquanto que a produção de abóbora, repolho e banana são os alimentos que menos necessitam de aplicações químicas durante o desenvolvimento das plantas.
http://www.agrolink.com.br/noticias/ClippingDetalhe.aspx?CodNoticia=162906
Alface e morango também apresentaram grande quantidade das amostras fora dos padrões, com índice de 54,2% e 48,8%, respectivamente. Cem por cento das amostras de tomate, batata, arroz, feijão e café estavam dentro dos padrões. Outros alimentos que se destacaram pelo alto índice de conformidade são maçã (99,13%), mamão (97,57%) e milho (96,15%), assim como banana, manga, melão e uva, com mais de 90% de conformidade. Outros alimentos pesquisados foram laranja (76,67%), amendoim (78,95%), castanha-do-brasil (66,67%), trigo (73,33%), soja (68%) e pimenta-do-reino (83,87%).
No caso dos grãos, a análise monitorou também a presença da substância aflatoxina, causada por fungos e favorecida pelo excesso de umidade. Plano Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes em Produtos de Origem Vegetal existe desde 2009 com objetivo de orientar as ações do governo na fiscalização e correção no uso dos agrotóxicos. Em Mato Grosso, uma das principais regiões produtoras de hortifruti é o município de Campo Verde, onde 7 assentamentos rurais fornecem o suficiente para suprir 40% da demanda por esses alimentos em Cuiabá, segundo o presidente da Cooperativa Agropecuária Fartura Orgânica (Cooperfar), José Guilherme Pereira.
Na região são colhidos maracujá, banana, morango, alface, rúcula, repolho, tomate, pimentão, mamão, abóbora, quiabo, entre outros. No assentamento Santo Antônio da Fartura, por exemplo, são plantados 120 hectares e cerca de 15% da produção dispensa aplicação de agrotóxicos. Pereira, que também é produtor no assentamento rural, diz que a participação dos alimentos orgânicos não é maior pela dificuldade de adaptação e comercialização, por não haver um mercado consolidado no Estado. “Apenas 2 supermercados compram orgânico daqui e é difícil manter, porque a produtividade é menor que do convencional”.
Produtor acrescenta que o cultivo do tomate, pimentão e mamão requer maior utilização de agrotóxicos, enquanto que a produção de abóbora, repolho e banana são os alimentos que menos necessitam de aplicações químicas durante o desenvolvimento das plantas.
http://www.agrolink.com.br/noticias/ClippingDetalhe.aspx?CodNoticia=162906
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Variação do clima pode trazer doenças ao café
Reportagem divulgada pela assessoria de imprensa da Cocamar alerta para os efeitos da variação de clima em relação a incidências de doenças na lavoura cafeeira.
Segundo o especialista José Braz Matiello, a ferrugem preocupa, mas a cercosporiose é a principal enfermidade dos cafezais paranaenses
A variação do clima pode originar enfermidades ao café. O pesquisador do Ministério da Agricultura, José Braz Matiello, afirma que uma das doenças que exigem mais atenção é a ferrugem, que pode reduzir de 20% a 50% a produtividade se não tratada de acordo. Esse mal ataca mais em anos de carga alta, principalmente quando há bastante incidência de chuva.
A ferrugem também é mais comum no sistema adensado e superadensado, em que a umidade é maior que em plantios normais. O controle da doença deve ser efetuado via foliar com fungicidas, podendo também ocorrer via solo, que é mais eficiente. "Os prejuízos causados pela ferrugem são a desfolha prematura, bem como a seca dos ramos laterais e a floração. A produção é mais afetada no ano seguinte", explica Matiello, acrescentando que a variedade Icatu tem apresentado mais resistência.CERCÓSPORA - Segundo o pesquisador, a cercosporiose é o principal problema dos cafezais paranaenses. Está diretamente relacionada ao calor, nutrição das plantas (falta de nitrogênio), excesso de insolação, falta de água e queda na temperatura. A doença provoca a queda prematura dos frutos e maturação acelerada, que aumenta o número de grãos chochos e mal formados. O controle também é feito com fungicidas via foliar.
A doença apresenta manchas circulares de coloração marrom escura, com uma lesão cinza claro no centro e anel amarelado ou roxo em volta.
Segundo o especialista José Braz Matiello, a ferrugem preocupa, mas a cercosporiose é a principal enfermidade dos cafezais paranaenses
A variação do clima pode originar enfermidades ao café. O pesquisador do Ministério da Agricultura, José Braz Matiello, afirma que uma das doenças que exigem mais atenção é a ferrugem, que pode reduzir de 20% a 50% a produtividade se não tratada de acordo. Esse mal ataca mais em anos de carga alta, principalmente quando há bastante incidência de chuva.
A ferrugem também é mais comum no sistema adensado e superadensado, em que a umidade é maior que em plantios normais. O controle da doença deve ser efetuado via foliar com fungicidas, podendo também ocorrer via solo, que é mais eficiente. "Os prejuízos causados pela ferrugem são a desfolha prematura, bem como a seca dos ramos laterais e a floração. A produção é mais afetada no ano seguinte", explica Matiello, acrescentando que a variedade Icatu tem apresentado mais resistência.CERCÓSPORA - Segundo o pesquisador, a cercosporiose é o principal problema dos cafezais paranaenses. Está diretamente relacionada ao calor, nutrição das plantas (falta de nitrogênio), excesso de insolação, falta de água e queda na temperatura. A doença provoca a queda prematura dos frutos e maturação acelerada, que aumenta o número de grãos chochos e mal formados. O controle também é feito com fungicidas via foliar.
A doença apresenta manchas circulares de coloração marrom escura, com uma lesão cinza claro no centro e anel amarelado ou roxo em volta.
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Novo princípio ativo disponível no mercado
A Basf conseguiu a liberação na Europa para um novo princípio ativo, o Xemium, do grupo químico das carboxamidas. É um fungicida que promete a flexibilização do manejo de doenças em cereais, garantindo ganhos de produtividade e melhoria de qualidade da produção.
Segue artigo completo extraído do site Agrolink.
O ingrediente ativo mais procurado Xemium desenvolvido pela BASF protege o cultivo de cereais e outras culturas importantes no ataque de fungos
Em outubro de 2011, a divisão de Proteção de Cultivos da BASF recebeu a aprovação das autoridades responsáveis por registros na França, Alemanha e Grã-Bretanha para que os primeiros produtos usem o novo ingrediente ativo fungicida Xemium no plantio de cereais. O Xemium oferece um potencial de pico de vendas de mais de € 200 milhões ao ano; o ingrediente ativo foi desenvolvido pela BASF e pertence à classe das carboxamidas. A empresa já submeteu o pedido de registro mundialmente para estre ingrediente ativo estratégico de sua linha de desenvolvimento de produtos. O Xemium se diferencia pelo seu alto nível de eficácia e distribuição sem igual na planta. Ele permite um aumento na produtividade da colheita, além de melhorar a qualidade da colheita ao mesmo tempo.
“Ficamos muito satisfeitos de poder oferecer aos agricultores da Europa uma solução avançada para combater as infecções fúngicas em cereais, a tempo para a safra atual“, destacou Jürgen Oldeweme, responsável pela Unidade Mundial de Segurança e Registro de Produtos da divisão de Proteção de Cultivos da BASF.
Com a França, a Alemanha e a Grã-Bretanha, três importantes mercados europeus produtores de cereais que receberam os registros do Xemium, que submeteram seus pedidos de registro em 2009. Ao mesmo tempo em que ocorreram os registros, a nova unidade produtiva do Xemium ficou a cargo de Ludwigshafen. Isto garantirá que os agricultores tenham o acesso imediato ao fornecimento de produtos contendo o ingrediente ativo inovador já no próximo período de plantio.
Um dos primeiros produtos a trazer e sua composição o fungicida Xemium é o Adexar®, uma combinação que reúne o ingrediente ativo epoxiconazole que tem sido objeto de ensaios e testes há vários anos. O Adexar® proporciona aos agricultores uma proteção segura contra todas as doenças relevantes em cereais. “Aliado ao ingrediente ativo Xemium, hoje nós temos a condição de oferecer aos agricultores produtos capazes de controlar as doenças em cereais com flexibilidade e sustentabilidade e, dessa forma, um portfólio de produtos avançados e modernos”, explicou Ulf Groeger, Gerente de Marketing e Gerente do Projeto Xemium da BASF.
Os inúmeros anos de experiência da BASF com a classe química das carboxamidas, que funcionam através do mecanismo de ação SDHI (inibidor da enzima succinato desidrogenase), contribuíram para o desenvolvimento do Xemium como mais um ingrediente ativo inovador e de alta performance, muito parecido com o já reconhecido ingrediente ativo Boscalid®. Em uma série de ensaios amplamente elaborados, que foi realizada em colaboração com institutos de pesquisas independentes de cooperativas agrícolas, o Xemium demonstrou excelentes propriedades preventivas contra infecções fúngicas e uma eficácia de longo prazo. Para os agricultores, os resultados se traduzem em maior flexibilidade nos momentos de aplicação, maior produtividade e melhor qualidade.
Além da aprovação de registro do ingrediente ativo na Europa para aplicação em cereais, espera-se também a aprovação para as culturas de soja, milho, videiras, frutas e legumes. Em 2010, a BASF entrou com pedidos de outros registros para o Xemium mundialmente. As aprovações de registro das respectivas autoridades nacionais devem ser concedidas nos próximos anos.
Divisão de Proteção de Cultivos da BASF
Com vendas de € 4.033 milhões em 2010, dos quais € 1.030 milhões são da Região América Latina, África e Oriente Médio, a Divisão de Proteção de Cultivos da BASF é uma das líderes em defensivos agrícolas e uma forte parceira da agroindústria ao fornecer fungicidas, inseticidas e herbicidas altamente estabelecidos e inovadores. Os agricultores usam os produtos e serviços da BASF para melhorar a rentabilidade e a qualidade de suas colheitas. Os produtos da BASF também são usados em saúde pública, controle de pragas estruturais/urbanas, plantas ornamentais e gramados, controle de vegetação e silvicultura. A BASF tem por objetivo transformar conhecimento em sucesso imediato. A Divisão de Proteção de Cultivos da BASF visa ser a empresa líder em inovações, otimizando a produção agrícola, melhorando a nutrição e, desta forma, aumentando a qualidade de vida da população mundial em constante crescimento. Mais informações podem ser obtidas no endereço www.agro.basf.com.br.
As informações são da Agência XPress Comunicação.
Segue artigo completo extraído do site Agrolink.
O ingrediente ativo mais procurado Xemium desenvolvido pela BASF protege o cultivo de cereais e outras culturas importantes no ataque de fungos
Em outubro de 2011, a divisão de Proteção de Cultivos da BASF recebeu a aprovação das autoridades responsáveis por registros na França, Alemanha e Grã-Bretanha para que os primeiros produtos usem o novo ingrediente ativo fungicida Xemium no plantio de cereais. O Xemium oferece um potencial de pico de vendas de mais de € 200 milhões ao ano; o ingrediente ativo foi desenvolvido pela BASF e pertence à classe das carboxamidas. A empresa já submeteu o pedido de registro mundialmente para estre ingrediente ativo estratégico de sua linha de desenvolvimento de produtos. O Xemium se diferencia pelo seu alto nível de eficácia e distribuição sem igual na planta. Ele permite um aumento na produtividade da colheita, além de melhorar a qualidade da colheita ao mesmo tempo.
“Ficamos muito satisfeitos de poder oferecer aos agricultores da Europa uma solução avançada para combater as infecções fúngicas em cereais, a tempo para a safra atual“, destacou Jürgen Oldeweme, responsável pela Unidade Mundial de Segurança e Registro de Produtos da divisão de Proteção de Cultivos da BASF.
Com a França, a Alemanha e a Grã-Bretanha, três importantes mercados europeus produtores de cereais que receberam os registros do Xemium, que submeteram seus pedidos de registro em 2009. Ao mesmo tempo em que ocorreram os registros, a nova unidade produtiva do Xemium ficou a cargo de Ludwigshafen. Isto garantirá que os agricultores tenham o acesso imediato ao fornecimento de produtos contendo o ingrediente ativo inovador já no próximo período de plantio.
Um dos primeiros produtos a trazer e sua composição o fungicida Xemium é o Adexar®, uma combinação que reúne o ingrediente ativo epoxiconazole que tem sido objeto de ensaios e testes há vários anos. O Adexar® proporciona aos agricultores uma proteção segura contra todas as doenças relevantes em cereais. “Aliado ao ingrediente ativo Xemium, hoje nós temos a condição de oferecer aos agricultores produtos capazes de controlar as doenças em cereais com flexibilidade e sustentabilidade e, dessa forma, um portfólio de produtos avançados e modernos”, explicou Ulf Groeger, Gerente de Marketing e Gerente do Projeto Xemium da BASF.
Os inúmeros anos de experiência da BASF com a classe química das carboxamidas, que funcionam através do mecanismo de ação SDHI (inibidor da enzima succinato desidrogenase), contribuíram para o desenvolvimento do Xemium como mais um ingrediente ativo inovador e de alta performance, muito parecido com o já reconhecido ingrediente ativo Boscalid®. Em uma série de ensaios amplamente elaborados, que foi realizada em colaboração com institutos de pesquisas independentes de cooperativas agrícolas, o Xemium demonstrou excelentes propriedades preventivas contra infecções fúngicas e uma eficácia de longo prazo. Para os agricultores, os resultados se traduzem em maior flexibilidade nos momentos de aplicação, maior produtividade e melhor qualidade.
Além da aprovação de registro do ingrediente ativo na Europa para aplicação em cereais, espera-se também a aprovação para as culturas de soja, milho, videiras, frutas e legumes. Em 2010, a BASF entrou com pedidos de outros registros para o Xemium mundialmente. As aprovações de registro das respectivas autoridades nacionais devem ser concedidas nos próximos anos.
Divisão de Proteção de Cultivos da BASF
Com vendas de € 4.033 milhões em 2010, dos quais € 1.030 milhões são da Região América Latina, África e Oriente Médio, a Divisão de Proteção de Cultivos da BASF é uma das líderes em defensivos agrícolas e uma forte parceira da agroindústria ao fornecer fungicidas, inseticidas e herbicidas altamente estabelecidos e inovadores. Os agricultores usam os produtos e serviços da BASF para melhorar a rentabilidade e a qualidade de suas colheitas. Os produtos da BASF também são usados em saúde pública, controle de pragas estruturais/urbanas, plantas ornamentais e gramados, controle de vegetação e silvicultura. A BASF tem por objetivo transformar conhecimento em sucesso imediato. A Divisão de Proteção de Cultivos da BASF visa ser a empresa líder em inovações, otimizando a produção agrícola, melhorando a nutrição e, desta forma, aumentando a qualidade de vida da população mundial em constante crescimento. Mais informações podem ser obtidas no endereço www.agro.basf.com.br.
As informações são da Agência XPress Comunicação.
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Controle biológico de pragas como alternativa de controle
Notícia transcrita do portal Dia de Campo.
Quando o problema na lavoura está relacionado às pragas, existem diversas formas de controle, como o já conhecido uso de produtos químicos ou a utilização de técnicas de manejo adequadas. Entre essas técnicas está o controle biológico que consiste em utilizar insetos predadores para acabar com o problema de pragas na cultura. Além de mais barata, a técnica diminui riscos de resíduos em lavouras como as de frutas e hortaliças. Segundo Carlos Gava, pesquisador da Embrapa Semiárido, a técnica consiste em reproduzir, na área do produtor, o que acontece no campo. Ele explica que na ecologia de insetos, existe um grupo que reúne parasitas e predadores de outros insetos.
— O que fazemos é buscar os que são mais eficientes e liberá-los no campo do produtor. Existem três formas de fazer isso. Uma delas é aproveitar os insetos que já existem no campo e usar algumas estratégias para aumentar a população deles. A outra é buscar em alguma região do país ou do mundo algum inseto que seja interessante e introduzi-lo onde ele não ocorre. A terceira delas é a técnica chamada inseto estéril, que substitui a população de machos nativos por uma população introduzida de machos estéreis — conta.
Gava afirma que existem alguns insetos caracterizados como predadores inespecíficos, mas ressalta que é interessante que o produtor utilize insetos já testados, como algumas joaninhas que podem atacar qualquer inseto. Por isso, o agricultor deve buscar pessoas que já tenham um histórico de uso da técnica, na sua região, e que possam fazer uma boa recomendação.
Já quando o assunto é como manter esses predadores próximos à cultura, o entrevistado diz que o ideal é que o produtor utilize refúgios, ou seja, deixe algumas áreas com vegetação nativa próximas às áreas de cultivo, onde o inimigo natural poderá permanecer durante as entressafras.
— O custo dessa técnica é muito reduzido, pois não há a necessidade do uso de defensivos. Caso haja essa necessidade, o produtor deve ajustar o tipo de produto a ser utilizado com técnica de controle biológico, usando então produtos menos agressivos — orienta.
De acordo com o pesquisador, antes de adotar o controle biológico, o produtor deve buscar muita informação sobre o agente de controle que vai usar. Além disso, como já dito anteriormente, ele deve saber que, se não houver um refúgio natural para que esse predador se esconda nos períodos em que não há presas, ele vai desaparecer.
— Algumas culturas, como hortaliças e frutas, apresentam sérios problemas de carência no final do ciclo. Então, existem nichos para os quais o controle biológico se torna a única alternativa. Se o produtor utilizar herbicidas no final do ciclo dessas culturas, ele terá problemas de resíduos e contaminação do consumidor — explica Gava.
O entrevistado chama a atenção mais uma vez para a informação prévia. Ele conta que, em alguns casos, existem fabricantes que oferecem suporte técnico ao produtor, mas em outros não.
— Portanto, o produtor sempre deve procurar órgãos de pesquisas, extensões, universidades, algum engenheiro agrônomo ou alguém na área que já tenha um conhecimento prévio sobre a técnica antes de começar a usar — orienta.
Para mais informações, basta entrar em contato com a Embrapa Semiárido através do número (87) 3862-1711.
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Justiça mantém decisão da Anvisa sobre banimento do agrotóxico Metamidofós
O Tribunal Regional Federal suspendeu a liminar que autorizava a empresa Fersol Indústria e Comércio S/A a continuar produzindo o agrotóxico metamidofós no país, apesar de a Resolução RDC 01/2011 da Anvisa determinar a retirada do produto do mercado brasileiro. A decisão do Tribunal Regional da Primeira Região foi proferida no dia 5 de setembro.
A desembargadora federal Selene Maria de Almeida, relatora do processo, acatou a argumentação da Anvisa de que os riscos do ingrediente ativo metamidofós foram amplamente comprovados em estudos científicos independentes realizados em vários países e que a alegação da Fersol contraria o entendimento da autoridade sanitária, atendendo apenas ao interesse econômico da empresa.
Em seu parecer, a desembargadora conclui: “a alegação da empresa de que se trata de substância segura, etc., é questão que contraria o entendimento da agência especializada e demanda ampla dilação probatória, não se justificando a pretendida inversão de ordem, com a presunção de que a utilização do produto traga alguma proteção à população, pois tal conduta apenas atende ao interesse econômico da empresa, não se justificando obstar a atuação da Agência Sanitária do país no cumprimento de suas atribuições”.
Histórico
A Resolução RDC 01/2011, determinou, em janeiro deste ano, a retirada programada do agrotóxico metamidofós até 30 de junho de 2012. A decisão da Anvisa foi baseada em estudos toxicológicos que apontam o metamidofós como responsável por prejuízos ao desenvolvimento embriofetal. Além disso, o produto apresenta características neurotóxicas, imunotóxicas e causa toxicidade sobre os sistemas endócrino e reprodutor, conforme referências científicas e avaliação elaborada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
De acordo com o cronograma de retirada programada do produto do mercado brasileiro, as empresas só poderiam produzir agrotóxicos com o ingrediente ativo metamidofós com base nos quantitativos históricos de comercialização de anos anteriores de cada empresa e com base nos estoques já existentes no país de matérias-primas, produtos técnicos e formulados, até 30 de junho de 2011. A comercialização destes produtos só poderá ser feita até 31 de dezembro de 2011 e a utilização, até 30 de junho de 2012.
Em junho de 2011, a empresa Fersol Indústria e Comércio S/A entrou com ação judicial, solicitando a tutela antecipada para suspender os efeitos da RDC no 1/2011 da Anvisa, pedido deferido em 4 de julho. Com a decisão do Tribunal Regional da Primeira Região, a Fersol deve obedecer ao que preconiza a resolução da Anvisa e proceder à retirada do agrotóxico Metamidofós, conforme estipulado na norma.
Atualmente, o referido inseticida pode ser utilizado para controle de pragas nas culturas de algodão, amendoim, batata, feijão, soja, tomate para uso industrial e trigo. O metamidofós já havia passado por reavaliação da Anvisa no ano de 2002. Na ocasião, haviam sido excluídas várias culturas agrícolas e o modo de aplicação costal, devido à não segurança do agrotóxico para os agricultores expostos.
Confira a integra da RDC 01/2011 da Anvisa no link http://www.in.gov.br/visualiza/index.jspdata=17/01/2011&jornal=1&pagina=56&totalArquivos=104
A desembargadora federal Selene Maria de Almeida, relatora do processo, acatou a argumentação da Anvisa de que os riscos do ingrediente ativo metamidofós foram amplamente comprovados em estudos científicos independentes realizados em vários países e que a alegação da Fersol contraria o entendimento da autoridade sanitária, atendendo apenas ao interesse econômico da empresa.
Em seu parecer, a desembargadora conclui: “a alegação da empresa de que se trata de substância segura, etc., é questão que contraria o entendimento da agência especializada e demanda ampla dilação probatória, não se justificando a pretendida inversão de ordem, com a presunção de que a utilização do produto traga alguma proteção à população, pois tal conduta apenas atende ao interesse econômico da empresa, não se justificando obstar a atuação da Agência Sanitária do país no cumprimento de suas atribuições”.
Histórico
A Resolução RDC 01/2011, determinou, em janeiro deste ano, a retirada programada do agrotóxico metamidofós até 30 de junho de 2012. A decisão da Anvisa foi baseada em estudos toxicológicos que apontam o metamidofós como responsável por prejuízos ao desenvolvimento embriofetal. Além disso, o produto apresenta características neurotóxicas, imunotóxicas e causa toxicidade sobre os sistemas endócrino e reprodutor, conforme referências científicas e avaliação elaborada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
De acordo com o cronograma de retirada programada do produto do mercado brasileiro, as empresas só poderiam produzir agrotóxicos com o ingrediente ativo metamidofós com base nos quantitativos históricos de comercialização de anos anteriores de cada empresa e com base nos estoques já existentes no país de matérias-primas, produtos técnicos e formulados, até 30 de junho de 2011. A comercialização destes produtos só poderá ser feita até 31 de dezembro de 2011 e a utilização, até 30 de junho de 2012.
Em junho de 2011, a empresa Fersol Indústria e Comércio S/A entrou com ação judicial, solicitando a tutela antecipada para suspender os efeitos da RDC no 1/2011 da Anvisa, pedido deferido em 4 de julho. Com a decisão do Tribunal Regional da Primeira Região, a Fersol deve obedecer ao que preconiza a resolução da Anvisa e proceder à retirada do agrotóxico Metamidofós, conforme estipulado na norma.
Atualmente, o referido inseticida pode ser utilizado para controle de pragas nas culturas de algodão, amendoim, batata, feijão, soja, tomate para uso industrial e trigo. O metamidofós já havia passado por reavaliação da Anvisa no ano de 2002. Na ocasião, haviam sido excluídas várias culturas agrícolas e o modo de aplicação costal, devido à não segurança do agrotóxico para os agricultores expostos.
Confira a integra da RDC 01/2011 da Anvisa no link http://www.in.gov.br/visualiza/index.jspdata=17/01/2011&jornal=1&pagina=56&totalArquivos=104
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Aumenta a preocupação com regras da UE para defensivos
Abordagem da Sindag publicada no Valor Econômico alerta para o impacto que poderá provocar nas exportações brasileiras para a Europa se forem mantidas a revisão das regras para o uso de agroquímicos naquela região.
Se for levada ao pé da letra, a revisão das regras para o uso de pesticidas na União Europeia poderá prejudicar 59% das exportações agropecuárias do Brasil para o continente em 2014, de acordo com o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Agrícola (Sindag). O banimento de centenas de agroquímicos no mercado europeu não envolve apenas a própria produção da UE, mas também os resíduos eventualmente encontrados nas exportações para a região. Dessa forma, os insumos que forem proibidos não poderão ser aplicados nas vendas brasileiras ao bloco. A revisão foi definida em 2008. De 1.111 produtos analisados, foram permitidos 215. Os cortes serão realizados gradualmente, até 2014.
Prejuízos - Para o Sindag, os produtores do Brasil serão penalizados porque vários defensivos usados no país serão banidos pelo novo regulamento. Segundo cálculos da entidade, 36 dos 49 inseticidas utilizados pelos produtores brasileiros de soja serão proibidos. Para combater a ferrugem asiática, por exemplo, os sojicultores só terão como opção fungicidas com o grupo químico estrobirulinas - que, de acordo com a entidade, são cada vez menos eficientes.
Defensivos propícios - Segundo Silvia de Toledo Ligabó, executiva do Sindag, uma das opções para driblar as restrições europeias é negociar a liberação de defensivos propícios para países tropicais, já que a maioria dos produtos barrados não são usados na UE.
Se for levada ao pé da letra, a revisão das regras para o uso de pesticidas na União Europeia poderá prejudicar 59% das exportações agropecuárias do Brasil para o continente em 2014, de acordo com o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Agrícola (Sindag). O banimento de centenas de agroquímicos no mercado europeu não envolve apenas a própria produção da UE, mas também os resíduos eventualmente encontrados nas exportações para a região. Dessa forma, os insumos que forem proibidos não poderão ser aplicados nas vendas brasileiras ao bloco. A revisão foi definida em 2008. De 1.111 produtos analisados, foram permitidos 215. Os cortes serão realizados gradualmente, até 2014.
Prejuízos - Para o Sindag, os produtores do Brasil serão penalizados porque vários defensivos usados no país serão banidos pelo novo regulamento. Segundo cálculos da entidade, 36 dos 49 inseticidas utilizados pelos produtores brasileiros de soja serão proibidos. Para combater a ferrugem asiática, por exemplo, os sojicultores só terão como opção fungicidas com o grupo químico estrobirulinas - que, de acordo com a entidade, são cada vez menos eficientes.
Defensivos propícios - Segundo Silvia de Toledo Ligabó, executiva do Sindag, uma das opções para driblar as restrições europeias é negociar a liberação de defensivos propícios para países tropicais, já que a maioria dos produtos barrados não são usados na UE.
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Nova tecnologia controla pragas e plantas daninhas do algodão
Destaque para matéria divulgada pela empresa Monsanto sobre nova cultivar de algodão com tecnologia inovadora.
Combinação de diferenciais amplia os benefícios das tecnologias individuais desenvolvidas e aprovadas pela Monsanto no Brasil.
Os cotonicultores brasileiros têm um motivo bastante especial para comemorar perspectivas mais otimistas nas próximas safras. A Deltapine, marca mundial de algodão da Monsanto, apresentou recentemente o primeiro cultivar com duas tecnologias na mesma planta. Trata-se da Tecnologia Bollgard RR™, que confere ao algodão tolerância aos herbicidas à base de glifosato e controle de três importantes pragas que atacam a cultura.
Segundo Luiz Márcio Bernardes, gerente de Marketing e Estratégia de Algodão da Monsanto do Brasil, a combinação das características amplia os benefícios das tecnologias individuais desenvolvidas e aprovadas. "Estamos bastante otimistas com o retorno que temos observado dos agricultores, já que, com o novo produto, maximizam-se as opções e a flexibilidade de manejo. Quem planta algodão já poderá adotar uma única cultivar, contendo resistência a insetos e tolerância ao glifosato, mais adaptada às necessidades da sua produção, descomplicando o cultivo nas lavouras de algodão."
Combinação de diferenciais amplia os benefícios das tecnologias individuais desenvolvidas e aprovadas pela Monsanto no Brasil.
Os cotonicultores brasileiros têm um motivo bastante especial para comemorar perspectivas mais otimistas nas próximas safras. A Deltapine, marca mundial de algodão da Monsanto, apresentou recentemente o primeiro cultivar com duas tecnologias na mesma planta. Trata-se da Tecnologia Bollgard RR™, que confere ao algodão tolerância aos herbicidas à base de glifosato e controle de três importantes pragas que atacam a cultura.
Segundo Luiz Márcio Bernardes, gerente de Marketing e Estratégia de Algodão da Monsanto do Brasil, a combinação das características amplia os benefícios das tecnologias individuais desenvolvidas e aprovadas. "Estamos bastante otimistas com o retorno que temos observado dos agricultores, já que, com o novo produto, maximizam-se as opções e a flexibilidade de manejo. Quem planta algodão já poderá adotar uma única cultivar, contendo resistência a insetos e tolerância ao glifosato, mais adaptada às necessidades da sua produção, descomplicando o cultivo nas lavouras de algodão."
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