quarta-feira, 5 de junho de 2013

Ceplac lança biofungicida contra vassoura-de-bruxa

Durante o Dia Internacional do Cacau, 16 de junho, a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) apresentará oficialmente o biofungicida Tricovab, uma das principais armas no combate à vassoura-de-bruxaMapa A doença causada por um fungo é uma das principais causas da queda de produção de cacau na Bahia. O Tricovab é um agente natural, desenvolvido em laboratório a partir da fermentação do fungo Trichoderma stromaticum, antagônico ao Moniliophtora perniciosa, que provoca a vassoura. “O fungo é colonizado em grãos de arroz. Quando em contato com a água que será utilizada para a aplicação, o fungo é ‘ativado’ e, nas plantas, se transforma no inimigo natural do Moniliophtora perniciosa, que causa a vassoura-de-bruxa”, explicou o chefe do Centro de Pesquisas do Cacau (Cepec), Adonias de Castro. Serão distribuídos 10.240 quilos do biofungicida para os produtores indicados pelos técnicos da Ceplac, desde que adotem o pacote tecnológico recomendado pela Comissão Executiva. Serão contempladas 640 propriedades (dois hectares por fazenda) em 30 municípios. “A Ceplac dá à sociedade uma resposta efetiva na questão da sanidade vegetal. Porém, muito mais que isso, com um produto ambientalmente correto, proporciona um ganho efetivo na relação meio ambiente/lavoura e, ainda, abre a possibilidade de aumento da renda do produtor, com a possível maior produtividade. Isso tudo vai gerar mais emprego no campo. Com esses fatores assegurados, estaremos garantindo a sustentabilidade do agronegócio cacau, em outra frente, para além das fronteiras do cacau-cabruca”, avalia o superintendente da Ceplac na Bahia, Juvenal Maynart. Notícia publicada no site Universoagro, link http://www.uagro.com.br/editorias/agricultura/flores-frutas-e-horti/2013/06/05/ceplac-lanca-biofungicida-contra-vassoura-de-bruxa.html

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Devastação de plantações levanta suspeitas de bioterrorismo

Segundo declaração do presidente da Seagri, devastação de plantações de algodão no oeste baiano pode ser bioterrorismo, diz Seagri A destruição das plantações de algodão e soja registrada em nove municípios do oeste baiano e em mais quatro estados brasileiros pode ser resultado de bioterrorismo, afirmou o secretário estadual da Agricultura e presidente do Conselho Nacional de Secretários de Agricultura, Eduardo Salles. As plantações estão sendo devastadas pela lagarta Helicoverpa Armigera, praga que tem causado grandes prejuízos a produtores no estado. A infestação, nunca registrada em solo brasileiro, já causou prejuízos superiores a R$ 1 bilhão e compromete 228 mil hectares de algodão somente na Bahia. A suspeita de um possível ataque bioterrorista é investigada pela Polícia Federal (PF) e pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Em uma reunião em Barreiras, nesta sexta (10), entre produtores, secretários de Agricultura, Meio Ambiente e Saúde dos municípios afetados, além de promotores do Ministério Público Estadual (MP-BA) e do Trabalho (MPT), ações e regras foram definidas para a aplicação do produto agroquímico Benzoato de Amamectina no combate à lagarta. Segundo Salles, o produto, importado, já está em solo brasileiro e chegará ao município de Luís Eduardo Magalhães até quarta (15), onde ficará armazenado e autorizado o uso sob o monitoramento da Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab). Os promotores dos Ministérios Públicos aguardam ainda as recomendações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) para dar sequência ao processo de aplicação. “Estima-se que com a utilização deste produto específico para a Helicoverpa aconteça redução populacional para assim podermos agir no manejo da lavoura”, afirmou Salles. Publicado em BN - Bahia Notícias

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Atualização Receita Agrowin - Abril / 2013


Está disponível a nova versão do Sistema de Receituário Agronômico referente ao mês de abril de 2013. As principais mudanças efetuadas estão descritas a seguir:

PRODUTOS INCLUÍDOS NO SISTEMA:

- Ametrina Atanor 50 SC: Herbicida à base de Ametrina 50%. Recomendado para o controle em pré-emergência de diversas espécies de plantas infestantes em cana-de-açúcar.

- Bovemax EC: Inseticida microbiológico à base de Metarhizium anisopliae 2,5%. Recomendado para o controle de Mahanarva fimbriolata em cana-de-açúcar.

- Heat: Herbicida à base de Saflufenacil 70%. Recomendado para o controle em pós-emergência de diversas espécies de plantas infestantes em algodão, arroz, batata, cana-de-açúcar, feijão, girassol, mamona, milho, soja e trigo e para antecipar o ponto de colheita em algodão, batata, cana-de-açúcar, feijão, girassol e soja.

- Methamax EC: Inseticida microbiológico à base de Metarhizium anisopliae 2,5%. Recomendado para o controle de Mahanarva fimbriolata em cana-de-açúcar.

- Rivax: Fungicida sistêmico à base de Carbendazim 25%. Recomendado para o controle de Phaeoisariopsis griseola em feijão; Cercospora kikuchii, Erysiphe diffusa, Phakopsora pachyrhizi e Septoria glycines em soja.

- Shelter: Inseticida à base de Fipronil 25%. Recomendado para controle de diversas pragas de feijão, pastagens e soja através de tratamento de sementes.

- Teor: Inseticida à base de Fipronil 80%. Recomendado para controle de Diabrotica speciosa em batata Migdolus fryanus, Diatraea saccharalis, Heterotermes tenius, Cornitermes cumulans, Neocapritermes opacus, Procornitermes triacifer e Atta capiguara em cana-de-açúcar.

- Trichodermax EC: Fungicida microbiológico à base de Trichoderma asperellum 3%. Recomendado para o controle de Fusarim solani, Rhizoctonia solani e Sclerotinia sclerotiorum em soja e para Sclerotinia sclerotiorum em feijão.


PRODUTOS ALTERADOS NO SISTEMA:

- Alto 100: Conferido via nova bula. Extensão de uso para aplicação no solo em café. Alteradas frases de recomendação.

- Dual Gold: Conferido via nova bula. Extensão de uso para girassol e Cenchrus echinatus e Panicum maximum em cana-de-açúcar. Alteradas frases de recomendação.

- Navus: Conferido via nova bula. Alterado nome comercial para LIMPIDU. Alteradas frases de recomendação.

- Ranman: Conferido via nova bula. Extensão de uso para alface, cebola, melão, rosa e uva. Alteradas frases de recomendação.

terça-feira, 30 de abril de 2013

Danos causados pela até então praga exótica no Brasil Helicoverpa armigera

Em artigo publicado em O Estado de S. Paulo, Xico Graziano fala dos danos da helicoverpa nas lavouras. Lagarta exótica Surgiu uma nova praga na agricultura brasileira. A pequena lagarta, do gênero Helicoverpa, arrasou plantações de soja e algodão, especialmente no oeste baiano. Ninguém sabe ao certo como ela chegou, nem descobriu como combatê-la. Parece castigo na roça. Há meses, ainda na fase inicial das lavouras, imaginou-se que o bichinho, devorador de folhas e botões florais, fosse o mesmo encontrado nos milharais, a conhecida lagarta-da-espiga (Helicoverpa zea). Por alguma razão, teria a praga, supostamente, trocado sua predileção alimentar. Enquanto a agronomia destrinchava a questão, as lagartas mostravam sua voracidade: roças de algodão no município de Luís Eduardo Magalhães (BA) tiveram perdas de 50%. O problema espalhou-se. Estragos foram relatados em Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais e Paraná. Os prejuízos na safra estimam-se em R$ 1 bilhão. Terminou a incredulidade quando os técnicos da Embrapa descobriram que a famigerada lagarta representa outra espécie, a Helicoverpa armigera, até então desconhecida no Brasil. Tratando-se de praga exótica, acabou enquadrada na classificação denominada 'quarentenária A1', permitindo ao Ministério da Agricultura liberar, emergencialmente, a importação e o uso de inseticidas eficazes no controle do bicho. Tais produtos químicos se utilizam há tempos nos Estados Unidos, no Japão, na Austrália, na União Europeia. Curiosamente, porém, os técnicos do Ibama e da Anvisa tentaram impedir a medida governamental. Dane-se o agricultor, devem pensar. Larvicidas biológicos (Bacillus thuringiensis) e outros defensivos já registrados no Brasil, embora utilizados para combater distintas lagartas, também foram liberados para uso imediato nas lavouras. A Embrapa, preocupada com as futuras safras, pois esta, bem ou mal, já foi colhida, definiu um programa de ações emergenciais para conter o avanço da nova praga. Locais com elevada infestação devem realizar nos próximos meses um 'vazio sanitário' de, no mínimo, 60 dias, período durante o qual nenhuma lavoura de soja, algodão ou milho poderá ser plantada na área. O objetivo é reduzir a capacidade de multiplicação do inseto. Razões da entomologia. Como se sabe, as lagartas logo se encasulam, depois sofrem a metamorfose e se transformam em borboletas, ou mariposas, e estas saem a botar nas folhas seus ovos, de onde nascem as famintas lagartinhas. Pois bem, a técnica do vazio sanitário procura interromper esse ciclo vital, contínuo, das pragas. Ajuda, mas não resolve tudo. Há muito os cientistas pesquisam a razão do surgimento das pragas agrícolas. No Brasil, Adilson Paschoal tratou do assunto em seu pioneiro livro intitulado Pragas, Praguicidas e a Crise Ambiental (FGV/1979). O professor da Esalq/USP já mostrava, naquela época, o incessante aumento do número de pragas agrícolas, atribuindo tal fenômeno ao desequilíbrio biológico causado pelo avanço da agricultura sobre áreas naturais, somado ao efeito perverso dos inseticidas químicos de então. Tal combinação promoveu à categoria de praga insetos antes considerados inofensivos. 'Um fato esquecido pelos erradicadores de pragas', escreveu Paschoal, 'foi que os insetos estão neste mundo há cerca de 400 milhões de anos, e o homem (Homo) há apenas dois milhões.' Fantástico isso. Em decorrência, a capacidade de adaptação e a resistência genética dos insetos são incríveis. Mesmo que os agrotóxicos clorados, por serem persistentes no ambiente, bem como os produtos fosforados, muito tóxicos e abrangentes, tenham sido proibidos, substituídos por defensivos agrícolas mais seletivos e degradáveis, novas pragas teimam em irromper nas lavouras. Acontece que, nas condições tropicais de agricultura, com calor e umidade elevada, a diversidade de espécies e as interações dos organismos vivos são tremendamente maiores que no clima temperado. Nos Estados Unidos ou na Europa quando chega o inverno os vegetais perdem as folhas, o solo gela, a neve paralisa a evolução das cadeias tróficas. Existe por lá um 'vazio sanitário' natural, de origem climática. No Brasil, ao contrário, o tempo quente amaina, mas nunca cessa: plantam-se duas a três safras no mesmo local; insetos, fungos e bactérias reproduzem-se continuadamente. Potencializa o desequilíbrio ecológico. Patógenos desconhecem as fronteiras geográficas. Basta verificar a história mais recente da agricultura nacional para verificar a incessante chegada de novas encrencas biológicas. O bicudo do algodoeiro, voraz besourinho, desembarcou no Brasil em 1983, causando grande desastre na cotonicultura. Na bananeira, o mal da sigatoka negra, a mais temida doença fúngica do mundo, surgiu em 1998, adentrando pela Amazônia, apavorando os fruticultores nacionais. Na citricultura, a doença do amarelinho, também conhecida como clorose variegada dos citros (CVC), apelidada de aids da laranja, constatou-se nos pomares paulistas pela primeira vez em 1987. Na Bahia, a terrível doença da vassoura-de-bruxa, descoberta em 1991, quase destruiu a cacauicultura nacional. Variedades geneticamente resistentes, métodos de cultivo alternativos, novos defensivos químicos - em cada caso, a pesquisa agronômica acabou encontrando boas soluções para proteger a capacidade produtiva no campo. Mas a defesa fitossanitária, para ser eficiente, exige laboratórios de categoria, técnicos preparados, recursos financeiros. Nem sempre foi fácil superar as adversidades. Muito menos recuperar os prejuízos dos agricultores. Gafanhotos fazem parte das dez pragas bíblicas do Egito. Rezas se justificam. Mas a História mostra que somente o conhecimento científico enfrenta a lagarta Helicoverpa. *Xico Graziano é agrônomo e foi secretário de Agricultura e do Meio Ambiente do Estado de São Paulo. E-mail: xicograziano@terra.com.br.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Aplicação correta de agrotóxicos

A pulverização de agrotóxicos é uma das atividades mais corriqueiras no dia-a-dia de uma lavoura, mas também é motivo de muitas dúvidas por parte dos agricultores e dos próprios técnicos. Por isso é interessante esse artigo publicado pela Rehagro, que esclarece algumas das dúvidas mais comuns existentes na pulverização.

O artigo completo poderá ser lido aqui.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Novos agrotóxicos liberados para algodão

Reportagem publicada originalmente no site do MAPA. Acesse a notícia original aqui

Para controlar o avanço da lagarta Helicoverpa zea que está atacando lavouras de algodão, na região Oeste da Bahia, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) autorizou o uso de dois produtos biológicos (Virus VPN HzSNPV e Bacillus thuringiensis) e três químicos (Clorantraniliprole, Clorfenapyr e Indoxacarbe), no combate à praga. Estes agrotóxicos já possuem registro no Brasil e a extensão da aplicação destes será publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta sexta-feira, 15 de março. A partir desta data, os produtos já estarão disponíveis para comercialização.

A inserção para utilização restrita dessas sustâncias foi concedida em caráter emergencial após negociações entre os Ministérios da Agricultura, Saúde e Meio Ambiente, no âmbito do Comitê Técnico para Assessoramento de Agrotóxicos (CTA). Outras estratégias também estão sendo estudadas para tratar das contingências e serão aprovadas ao longo da validade da emergência.
Atento aos fatos, o ministro Mendes Ribeiro Filho, entrou em contato com o governador da Bahia, Jacques Wagner, no início do mês de março, para informar sobre as medidas adotadas pelo ministério da Agricultura. Mendes Ribeiro também determinou que Embrapa designasse pesquisadores para acompanhar o assunto. Além disso, o Mapa criou ainda um gabinete de emergência fitossanitária, na Bahia, com o apoio da Agência de Defesa Agropecuária do Estado.

Quando esses registros forem liberados poderão ser acessados através do nosso site www.receituarioonline.com.br

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Atualização sistema Receita Agrowin - Janeiro/2013

Está disponível a nova versão do Sistema de Receituário Agronômico referente ao mês de janeiro de 2013. As principais mudanças efetuadas estão descritas a seguir:


PRODUTOS INCLUÍDOS NO SISTEMA:

- Bio Bonagota: Feromônio sintético à base de E3, Z5-dodecadienyl acetato 0,0033%. Recomendado para monitoramento de Bonagota cranaodes.

- Bio BM: Feromônio sintético à base de 5,9-Dimethylpentadecane 0,195%. Recomendado para monitoramento de Leucoptera coffeella.

- CapatazBR: Inseticida à base de Clorpirifós 48%. Recomendado para controle de diversas pragas nas culturas de algodão, café, citros, milho, pastagem, soja e tomate.

- Hero: Inseticida à base de Bifentrina 18% e Zeta-Cipermetrina 20%. Recomendado para controle de diversas pragas nas culturas de algodão, milho e soja.

- Impessive 250 WP: Inseticida à base de Diflubenzurom 25%. Recomendado para controle de diversas pragas nas culturas de algodão, milho, soja, tomate e trigo.

- Oregon: Inseticida à base de Novaluron 10%. Recomendado para controle de diversas pragas nas culturas de algodão, milho, soja e tomate.


PRODUTOS ALTERADOS NO SISTEMA:

- Agrex: Conferido via nova bula. Alteradas frases de recomendação.

- Array 200 EC: Conferido via nova bula. Extensão de uso para arroz, café, feijão e trigo. Alteradas frases de recomendação.

- Cercobin 700 WP: Conferido via nova bula. Alteradas frases de recomendação.

- Connect: Conferido via nova bula. Alteradas frases de recomendação.

- Constant: Conferido via nova bula. Excluídas recomendações para citros. Extensão de uso para Cercospora zeae-maydis em milho e Phakopsora euvitis em uva. Alteradas frases de recomendação.

- Elite: Conferido via nova bula. Excluídas recomendações para citros. Extensão de uso para Cercospora zeae-maydis em milho e Phakopsora euvitis em uva. Alteradas frases de recomendação.

- Ethrel: Conferido via nova bula. Alterada Classificação Toxicológica para II – Altamente Tóxico e intervalo de segurança de cana-de-açúcar para 50 dias.

- Folicur 200 EC: Conferido via nova bula. Excluídas recomendações para citros. Alteradas frases de recomendação.

- Marshal Star: Conferido via nova bula. Extensão de uso para cana-de-açúcar. Alteradas frases de recomendação.

- Rovral: Alterada Classificação Toxicológica para I – Extremamente Tóxico.

- Rovral SC: Alterada Classificação Toxicológica para II – Altamente Tóxico.

- SucessoBR: Alterada marca comercial para GLI OURO.

- Taspa: Alterada marca comercial para SCORE FLEXI.


PRODUTOS RETIRADOS DO SISTEMA:

- Glifosato 480 Pikapau: Teve seu registro suspenso conforme publicação no DOU nº 11 de 16 de janeiro de 2013.

- Scepter: Teve seu registro suspenso conforme publicação no DOU nº 11 de 16 de janeiro de 2013.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

AGRODETECTA: Serviço exclusivo da BASF contribui para a agricultura de precisão

O AgroDetecta oferece a assistência necessária para que o agricultor tenha mais assertividade em suas decisõeS. Visando ampliar o seu portfólio de serviços com foco em agricultura de excelência, a Unidade de Proteção de Cultivos da BASF apresenta aos produtores mais uma novidade: é o AgroDetecta, que oferece a assistência necessária para um melhor manejo da lavoura. Trata-se de um serviço de apoio à decisão que se baseia em monitoramento agrometeorológico associado ao processamento das informações por modelos matemáticos de previsão de ocorrência de doenças. A partir destas informações, o agricultor consegue saber o momento mais indicado para realizar o controle fitossanitário na lavoura. O AgroDetecta pode ser utilizado para o monitoramento de diversas doenças nas culturas de soja, milho, feijão, algodão e trigo. O sistema monitora o ambiente destas culturas desde o plantio até a colheita, possibilitando o gerenciamento fitossanitário da propriedade com o mapeamento simultâneo da ocorrência de doenças. Dieter Schultz, gerente de Serviços e Sustentabilidade da Unidade de Proteção de Cultivos da BASF, alerta que não existe no mercado nada similiar. O serviço é exclusivo da BASF e, por enquanto, será utilizado na detecção e monitoramento de doenças, mas a pretensão da empresa é utilizá-lo também em outras atividades na fazenda que tenham alguma correlação com agrometeorologia. Publicado no Agrolink.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Focos de ferrugem asiática em 2012 superam em 40% registro de 2011

Até dezembro do ano passado foram encontrados 31 casos da doença no país. O número de focos de ferrugem asiática nas lavouras de soja do país, no fechamento de 2012, superou em 40% os registros do ano anterior. Informações divulgadas pelo Consórcio Antiferrugem mostram que até dezembro foram encontrados 31 focos da doença na oleaginosa da safra 12/13. Na temporada anterior eram 22 focos até o último ano de 2011. Neste ciclo, cerca de 70% dos focos de ferrugem foram encontrados em lavouras comerciais. Dos 31 focos existentes nesta safra, 21 estão em lavouras comerciais, sendo outros 10 focos em plantas guaxas. Os estados do Paraná e Mato Grosso lideram em quantidade de focos de ferrugem nesta safra (cada um com nove registros). Nas lavouras mato-grossenses seis casos foram encontrados em soja remanescente da safra passada, ou seja, a guaxa. Por outro lado, no Paraná a maioria dos focos de ferrugem está nas lavouras comerciais, totalizando sete registros. Em 2011, até dezembro, dos 22 focos de ferrugem encontrados 11 estavam em lavouras do Paraná e seis em Goiás. São Miguel do Araguaia, em Goiás, foi o primeiro município a registrar a doença no período. Vívian Lessa para o Agrodebate

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Lei do agrotóxico deve instituir rastreamento de embalagens

Publicado por Cenário MT em 20/12/12, este artigo comenta sobre rastreabilidade de embalagens vazias de agrotóxicos. Crescente em mercados desenvolvidos, como União Europeia e Estados Unidos, a rastreabilidade de agrotóxicos também deve fazer parte da metodologia de produção das propriedades brasileiras. Seguiu na tarde de terça-feira (18) para apreciação do plenário do Senado o Projeto de Lei da Câmara (PLC) n º 55/07, que dispõe, entre outros assuntos, sobre a destinação final de resíduos e embalagens de agrotóxicos utilizados na produção de alimentos. Durante apreciação da Comissão de Agricultura (CRA), o senador Blairo Maggi falou sobre a importância em modernizar a produção de alimentos no Brasil. O rastreamento das embalagens utilizadas, por exemplo, é uma medida simples, que guarda relação entre a preservação ambiental e a produtividade. O parlamentar assegura que o Brasil já é o país que mais recolhe embalagem no mundo inteiro. “Só o estado de Mato Grosso recolhe mais embalagens que toda a França. Um total de 97% das propriedades mato-grossenses já atua com o modelo proposto. Na prática, cabe a cada funcionário se responsabilizar pelo destino final do lixo produzido durante o cultivo”, ilustrou Maggi. O sistema consiste em rastrear, por meio de código de barras ou microchip, cada embalagem que será utilizada no cultivo. Compete, assim, a cada um ‘dar baixa’ no lixo produzido. De acordo com o senador, além de preservar o meio ambiente, o rastreamento evita que se acumule o que no futuro poderá se transformar em lixo tóxico. Está, portanto, diretamente ligado à produtividade das propriedades e qualidade dos alimentos. “O lixo tóxico destrói vegetais e prejudica a qualidade dos alimentos produzidos. Também existe o risco no consumo quando o há no cultivo quantidade de resíduos acima do permitido”, ressaltou. Certificado de qualidade Para garantir a qualidade da produção agrícola brasileira, os produtos comercializados dentro e fora do país já apresentam, segundo Maggi, descrição dos procedimentos adotados durante a produção. “Durante as negociações, os compradores de nossas commodities tomam conhecimento do certificado de origem dos grãos. As propriedades de onde vieram, por onde e por quem foram transportados, inclusive navios por onde passaram. É uma forma de garantir a produção responsável de alimentos”, esclareceu.