quarta-feira, 20 de março de 2013

Aplicação correta de agrotóxicos

A pulverização de agrotóxicos é uma das atividades mais corriqueiras no dia-a-dia de uma lavoura, mas também é motivo de muitas dúvidas por parte dos agricultores e dos próprios técnicos. Por isso é interessante esse artigo publicado pela Rehagro, que esclarece algumas das dúvidas mais comuns existentes na pulverização.

O artigo completo poderá ser lido aqui.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Novos agrotóxicos liberados para algodão

Reportagem publicada originalmente no site do MAPA. Acesse a notícia original aqui

Para controlar o avanço da lagarta Helicoverpa zea que está atacando lavouras de algodão, na região Oeste da Bahia, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) autorizou o uso de dois produtos biológicos (Virus VPN HzSNPV e Bacillus thuringiensis) e três químicos (Clorantraniliprole, Clorfenapyr e Indoxacarbe), no combate à praga. Estes agrotóxicos já possuem registro no Brasil e a extensão da aplicação destes será publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta sexta-feira, 15 de março. A partir desta data, os produtos já estarão disponíveis para comercialização.

A inserção para utilização restrita dessas sustâncias foi concedida em caráter emergencial após negociações entre os Ministérios da Agricultura, Saúde e Meio Ambiente, no âmbito do Comitê Técnico para Assessoramento de Agrotóxicos (CTA). Outras estratégias também estão sendo estudadas para tratar das contingências e serão aprovadas ao longo da validade da emergência.
Atento aos fatos, o ministro Mendes Ribeiro Filho, entrou em contato com o governador da Bahia, Jacques Wagner, no início do mês de março, para informar sobre as medidas adotadas pelo ministério da Agricultura. Mendes Ribeiro também determinou que Embrapa designasse pesquisadores para acompanhar o assunto. Além disso, o Mapa criou ainda um gabinete de emergência fitossanitária, na Bahia, com o apoio da Agência de Defesa Agropecuária do Estado.

Quando esses registros forem liberados poderão ser acessados através do nosso site www.receituarioonline.com.br

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Atualização sistema Receita Agrowin - Janeiro/2013

Está disponível a nova versão do Sistema de Receituário Agronômico referente ao mês de janeiro de 2013. As principais mudanças efetuadas estão descritas a seguir:


PRODUTOS INCLUÍDOS NO SISTEMA:

- Bio Bonagota: Feromônio sintético à base de E3, Z5-dodecadienyl acetato 0,0033%. Recomendado para monitoramento de Bonagota cranaodes.

- Bio BM: Feromônio sintético à base de 5,9-Dimethylpentadecane 0,195%. Recomendado para monitoramento de Leucoptera coffeella.

- CapatazBR: Inseticida à base de Clorpirifós 48%. Recomendado para controle de diversas pragas nas culturas de algodão, café, citros, milho, pastagem, soja e tomate.

- Hero: Inseticida à base de Bifentrina 18% e Zeta-Cipermetrina 20%. Recomendado para controle de diversas pragas nas culturas de algodão, milho e soja.

- Impessive 250 WP: Inseticida à base de Diflubenzurom 25%. Recomendado para controle de diversas pragas nas culturas de algodão, milho, soja, tomate e trigo.

- Oregon: Inseticida à base de Novaluron 10%. Recomendado para controle de diversas pragas nas culturas de algodão, milho, soja e tomate.


PRODUTOS ALTERADOS NO SISTEMA:

- Agrex: Conferido via nova bula. Alteradas frases de recomendação.

- Array 200 EC: Conferido via nova bula. Extensão de uso para arroz, café, feijão e trigo. Alteradas frases de recomendação.

- Cercobin 700 WP: Conferido via nova bula. Alteradas frases de recomendação.

- Connect: Conferido via nova bula. Alteradas frases de recomendação.

- Constant: Conferido via nova bula. Excluídas recomendações para citros. Extensão de uso para Cercospora zeae-maydis em milho e Phakopsora euvitis em uva. Alteradas frases de recomendação.

- Elite: Conferido via nova bula. Excluídas recomendações para citros. Extensão de uso para Cercospora zeae-maydis em milho e Phakopsora euvitis em uva. Alteradas frases de recomendação.

- Ethrel: Conferido via nova bula. Alterada Classificação Toxicológica para II – Altamente Tóxico e intervalo de segurança de cana-de-açúcar para 50 dias.

- Folicur 200 EC: Conferido via nova bula. Excluídas recomendações para citros. Alteradas frases de recomendação.

- Marshal Star: Conferido via nova bula. Extensão de uso para cana-de-açúcar. Alteradas frases de recomendação.

- Rovral: Alterada Classificação Toxicológica para I – Extremamente Tóxico.

- Rovral SC: Alterada Classificação Toxicológica para II – Altamente Tóxico.

- SucessoBR: Alterada marca comercial para GLI OURO.

- Taspa: Alterada marca comercial para SCORE FLEXI.


PRODUTOS RETIRADOS DO SISTEMA:

- Glifosato 480 Pikapau: Teve seu registro suspenso conforme publicação no DOU nº 11 de 16 de janeiro de 2013.

- Scepter: Teve seu registro suspenso conforme publicação no DOU nº 11 de 16 de janeiro de 2013.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

AGRODETECTA: Serviço exclusivo da BASF contribui para a agricultura de precisão

O AgroDetecta oferece a assistência necessária para que o agricultor tenha mais assertividade em suas decisõeS. Visando ampliar o seu portfólio de serviços com foco em agricultura de excelência, a Unidade de Proteção de Cultivos da BASF apresenta aos produtores mais uma novidade: é o AgroDetecta, que oferece a assistência necessária para um melhor manejo da lavoura. Trata-se de um serviço de apoio à decisão que se baseia em monitoramento agrometeorológico associado ao processamento das informações por modelos matemáticos de previsão de ocorrência de doenças. A partir destas informações, o agricultor consegue saber o momento mais indicado para realizar o controle fitossanitário na lavoura. O AgroDetecta pode ser utilizado para o monitoramento de diversas doenças nas culturas de soja, milho, feijão, algodão e trigo. O sistema monitora o ambiente destas culturas desde o plantio até a colheita, possibilitando o gerenciamento fitossanitário da propriedade com o mapeamento simultâneo da ocorrência de doenças. Dieter Schultz, gerente de Serviços e Sustentabilidade da Unidade de Proteção de Cultivos da BASF, alerta que não existe no mercado nada similiar. O serviço é exclusivo da BASF e, por enquanto, será utilizado na detecção e monitoramento de doenças, mas a pretensão da empresa é utilizá-lo também em outras atividades na fazenda que tenham alguma correlação com agrometeorologia. Publicado no Agrolink.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Focos de ferrugem asiática em 2012 superam em 40% registro de 2011

Até dezembro do ano passado foram encontrados 31 casos da doença no país. O número de focos de ferrugem asiática nas lavouras de soja do país, no fechamento de 2012, superou em 40% os registros do ano anterior. Informações divulgadas pelo Consórcio Antiferrugem mostram que até dezembro foram encontrados 31 focos da doença na oleaginosa da safra 12/13. Na temporada anterior eram 22 focos até o último ano de 2011. Neste ciclo, cerca de 70% dos focos de ferrugem foram encontrados em lavouras comerciais. Dos 31 focos existentes nesta safra, 21 estão em lavouras comerciais, sendo outros 10 focos em plantas guaxas. Os estados do Paraná e Mato Grosso lideram em quantidade de focos de ferrugem nesta safra (cada um com nove registros). Nas lavouras mato-grossenses seis casos foram encontrados em soja remanescente da safra passada, ou seja, a guaxa. Por outro lado, no Paraná a maioria dos focos de ferrugem está nas lavouras comerciais, totalizando sete registros. Em 2011, até dezembro, dos 22 focos de ferrugem encontrados 11 estavam em lavouras do Paraná e seis em Goiás. São Miguel do Araguaia, em Goiás, foi o primeiro município a registrar a doença no período. Vívian Lessa para o Agrodebate

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Lei do agrotóxico deve instituir rastreamento de embalagens

Publicado por Cenário MT em 20/12/12, este artigo comenta sobre rastreabilidade de embalagens vazias de agrotóxicos. Crescente em mercados desenvolvidos, como União Europeia e Estados Unidos, a rastreabilidade de agrotóxicos também deve fazer parte da metodologia de produção das propriedades brasileiras. Seguiu na tarde de terça-feira (18) para apreciação do plenário do Senado o Projeto de Lei da Câmara (PLC) n º 55/07, que dispõe, entre outros assuntos, sobre a destinação final de resíduos e embalagens de agrotóxicos utilizados na produção de alimentos. Durante apreciação da Comissão de Agricultura (CRA), o senador Blairo Maggi falou sobre a importância em modernizar a produção de alimentos no Brasil. O rastreamento das embalagens utilizadas, por exemplo, é uma medida simples, que guarda relação entre a preservação ambiental e a produtividade. O parlamentar assegura que o Brasil já é o país que mais recolhe embalagem no mundo inteiro. “Só o estado de Mato Grosso recolhe mais embalagens que toda a França. Um total de 97% das propriedades mato-grossenses já atua com o modelo proposto. Na prática, cabe a cada funcionário se responsabilizar pelo destino final do lixo produzido durante o cultivo”, ilustrou Maggi. O sistema consiste em rastrear, por meio de código de barras ou microchip, cada embalagem que será utilizada no cultivo. Compete, assim, a cada um ‘dar baixa’ no lixo produzido. De acordo com o senador, além de preservar o meio ambiente, o rastreamento evita que se acumule o que no futuro poderá se transformar em lixo tóxico. Está, portanto, diretamente ligado à produtividade das propriedades e qualidade dos alimentos. “O lixo tóxico destrói vegetais e prejudica a qualidade dos alimentos produzidos. Também existe o risco no consumo quando o há no cultivo quantidade de resíduos acima do permitido”, ressaltou. Certificado de qualidade Para garantir a qualidade da produção agrícola brasileira, os produtos comercializados dentro e fora do país já apresentam, segundo Maggi, descrição dos procedimentos adotados durante a produção. “Durante as negociações, os compradores de nossas commodities tomam conhecimento do certificado de origem dos grãos. As propriedades de onde vieram, por onde e por quem foram transportados, inclusive navios por onde passaram. É uma forma de garantir a produção responsável de alimentos”, esclareceu.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Câmara Setorial debate uso de defensivos para os Minor Crops

Notícia veiculada pelo Agrolink apresenta debate para uso de defensivo para as culturas com menor representatividade em termos de área cultivada. Os representantes da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Hortaliças aguardam a apreciação e regularização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) do uso de defensivos agrícolas para as hortaliças, como pimentão, pepino e morango, consideradas Minor crops. Eles estiveram reunidos nessa quinta-feira (6), em Brasília. O presidente da Câmara Setorial e presidente da Confederação Brasileira das Associações e Sindicatos em Entrepostos de Abastecimento, Waldir de Lemos, afirmou que 'o produtor brasileiro está precisando de uma solução urgente para os Minor crops no combate às pragas e doenças'. Carlos Schmidt, presidente do Instituto Brasileiro de Horticultura (Ibrahort), que congrega toda a cadeia produtiva brasileira, apresentou as principais ações para 2013. Entre as medidas estão a disseminação das boas práticas agrícolas e a minimização do uso intensivo dos defensivos agrícolas nas hortaliças, de forma que o alimento chegue mais saudável possível para o consumidor nas cidades, além de estimular o associativismo. Schmidt disse também que é intenção do Ibrahort fazer o levantamento do perfil socioeconômico dos olerícolas, saber quem produz, onde produz, o que produz e onde ele comercializa sua produção. Outro assunto debatido durante a reunião da Câmara Setorial foi a exigência da padronização das embalagens usadas nas centrais de abastecimento. 'Há uma grande deficiência entre os minis e pequenos agricultores para a utilização de embalagens higienizadas e rotuladas que permitem a rastreabilidade das hortaliças', diz o presidente da Cadeia Produtiva, Waldir de Lemos.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

DEFENSIVOS: Restrições à pulverização aérea das lavouras preocupam os produtores

Matéria produzida pelo jornal Valor Econômico, traz à tona a preocupação dos agricultores com as restrições a aplicação aéra de defensivos. A um mês do início da entrada em vigor das restrições parciais à pulverização aérea nas lavouras brasileiras, sojicultores alertam que o prejuízo pode chegar a um valor de R$ 3 bilhões somente nesta temporada 2012/13 em razão de um possível ataque de lagartos e percevejos e o decorrente incremento das perdas na produção. Restrições - As restrições foram estabelecidas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) com a justificativa de que o uso de algumas substâncias são prejudiciais a insetos polinizadores, em especial às abelhas. Apesar da pressão do setor produtivo, a autarquia informou ao Valor que não pretende rever a medida, pelo menos não por sua iniciativa. Princípios químicos - As restrições impostas implicam a proibição de aplicação aérea dos quatro princípios químicos mais usados pelos sojicultores hoje para o combate a pragas. Além disso, só será permitida a pulverização com aviões na lavoura de soja até fevereiro em todo o país - para o Centro-Oeste o prazo é janeiro -, sendo somente uma aplicação durante todo o ciclo da planta. Passados os prazos, os produtos somente poderão ser usados em aplicações terrestres. Solicitação formal - A única possibilidade de a proibição não entrar em vigor em janeiro é o Ministério da Agricultura solicitar formalmente um adiamento. "Até o momento nada chegou para nós. Quem tem que pedir uma prorrogação é o ministério. Foram eles que decidiram o prazo para suspensão, as culturas, as datas e todos os detalhes", disse Márcio Freitas, coordenador-geral de Avaliação e Controle de Substâncias Químicas do Ibama. Discussões - Segundo José Carlos Vaz, secretário-executivo do ministério, há discussões em curso com o Ibama para a realização de "ajustes" no calendário de aplicações de defensivos. "Estamos na expectativa de conseguir um tratamento que equilibre as expectativas do Ibama e dos produtores. Na semana que vem devemos realizar diversas reuniões para discutir o assunto", afirmou Vaz. Perdas em valor - Levantamento feito pela Associação dos Produtores de Soja (AprosojaBrasil) e pela Embrapa Soja prevê que as perdas em valor da produção até 2020 poderão alcançar R$ 14 bilhões. O setor produtivo já estimava prejuízos na ordem de 4 milhões de toneladas de soja em 2012/13, com um impacto de R$ 3 bilhões, que seria provocado por perdas sem "a utilização correta dos defensivos". Impacto - O presidente da Aprosoja Brasil, Glauber Silveira, afirmou que o estudo mostra o impacto da proibição "no pior cenário possível". "Imagine um ataque de pragas em fevereiro e com muita chuva? Ninguém conseguirá fazer a aplicação terrestre. Além disso, quem só tem aviões, como fará?", questiona. Para ele, a proibição veio em cima da hora, quando os produtos já estavam comprados e a indústria não possui capacidade para produzir substitutos. Condições - Publicada no Diário Oficial da União (DOU) em 19 de julho, a medida cautelar do Ibama colocou uma séria de condições para a aplicação aérea de defensivos e proibiu o uso dos ingredientes ativos Imidacloprido, Fipronil, Tiametoxan e Clotianidina. Segundo dados do Ibama, os quatro princípios ativos correspondem a 10% do consumo brasileiro de defensivos, ou quase 7 mil toneladas de um total de 74 mil toneladas em 2011. Cálculo inadequado - Apesar de a quantidade das substâncias corresponder a somente uma fração da total usada, produtores explicam que esse cálculo não é adequado. "A quantidade usada de inseticidas é muito menor do que a de outros agrotóxicos como, por exemplo, o glifosato. Enquanto no glifosato são aplicados quatro litros por hectare, inseticidas são algo em torno de meio litro", exemplificou Silveira. Caráter temporário - Por pressão do setor produtivo, foi publicada em 3 de outubro no DOU, um ato conjunto do Ministério da Agricultura e do Ibama autorizando, em caráter temporário, o uso de produtos agrotóxicos que contenham Imidacloprido, Tiametoxan e Clotianidina para arroz, cana-de-açúcar, soja e trigo até o dia 30 de junho de 2013, obedecendo a períodos específicos de aplicação por região e por cultura. Além disso, antes da aplicação, os produtores deverão notificar os apicultores localizados em um raio de 6 quilômetros com antecedência mínima de dois dias. Cronograma - Das quatro culturas autorizadas, apenas a soja deverá seguir um cronograma de aplicação. No Centro-Oeste brasileiro a pulverização aérea foi autorizada entre 20 de novembro e 1º de janeiro de 2013. No Norte, de 1º janeiro a 20 de fevereiro. No Sul, de 1º de dezembro de 2012 a 15 de janeiro de 2013. No caso específico da soja, a aplicação deverá ser restrita a uma única pulverização aérea durante todo o ciclo da cultura para o controle de pragas agrícolas, em especial, os percevejos. Nas áreas de produção de sementes de soja, foram permitidas duas aplicações. Canaviais - No caso de canaviais, a aplicação fica restrita a uma única vez, 30 dias antes da colheita, para o controle de cigarrinha- da- raiz, quando não for possível a entrada de equipamentos terrestres. Discordância - O setor produtivo discorda da proibição e alega que o ato conjunto publicado no dia 3 de outubro não resolve o problema. "Além de abrir a possibilidade de uma única pulverização em toda a safra, a metade do recomendado na bula dos produtos é incapaz de resolver um caso mais grave de infestação, e a única janela estabelecida de pulverização, que se concentra entre novembro e janeiro, não contempla um país de dimensões continentais como o Brasil", afirmou Glauber Silveira. Impraticável - A Embrapa Soja produziu um documento em que mostra que os períodos definidos no ato conjunto para a proibição são impraticáveis. O documento, datado do dia 9 de novembro e assinado pelo chefe geral da Embrapa Soja, Alexandre José Cattelan, e pelo pesquisador da unidade, Décio Luiz Gazzoni, diz que a regra é prejudicial ao país e o prejuízo chegaria a "dezenas de bilhões de dólares". Janela - Ainda de acordo com o documento, a janela de plantio muda entre as regiões, o que torna impossível definir uma data de proibição para todo o país. "Em Mato Grosso, a semeadura começou em setembro, enquanto outras localidades do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, fazem a semeadura em dezembro. Além disso, parte do território brasileiro situa-se no Hemisfério Norte, como Amapá e Roraima. Nesses Estados, a semeadura é feita no que seriam os meses de inverno restante do país". No fim, o estudo sugere que o ideal seria definir quando a floração ocorre e proibir a aplicação apenas nesses períodos. Substituição - Segundo o coordenador-geral de Avaliação e Controle de Substâncias Químicas do Ibama, o setor produtivo reclama sem razão. "A restrição não é contra a pulverização aérea e sim contra quatro produtos que causam morte de animais polinizadores. A solução para o setor produtivo é começar a busca por substâncias substitutas", explicou Márcio Freitas. Na semana passada, o órgão publicou um comunicado às empresas fabricantes para que sejam entregues estudos sobre os produtos. "Vamos reavaliar esses produtos e já pedimos às empresas fabricantes que entreguem novos estudos para decidirmos se vamos liberar seu uso ou não", disse. Restrição maior - As pesquisas que estão sendo feitas pelo Ibama podem levar a uma restrição maior do que a atual, pois estudos feitos pelo órgão indicam que os princípios ativos são prejudiciais. "O estudo que estamos fazendo pode indicar a proibição além do uso aéreo. Apesar de sermos sensíveis aos produtores, as perdas de produção são problema do Ministério da Agricultura. Nossa responsabilidade é com o meio ambiente", garantiu Freitas. (Valor Econômico)

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Ferrugem será mais agressiva nesta safra

Notícia veiculada pelo site Agrolink, chama atenção para a severidade no ataque da Ferrugem da Soja na safra de verão. Quatro focos de ferrugem da soja já foram detectados em Mato Grosso e um em Santa Catarina. Este diagnóstico é preocupante quando se trata da disseminação do fungo Phakopsora pachyrhizi, causador da principal doença da sojicultura. A saída para quem quer ter controle da doença e não amargar prejuízos é monitorar diariamente a lavoura e região. Segundo Ivan Pedro, pesquisador da Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso, Fundação MT, a ferrugem poderá se espalhar mais cedo nesta safra e de forma mais agressiva. “As condições climáticas da entressafra propiciaram o surgimento do patógeno em plantas tiguera (“ponte verde”) em diferentes regiões do estado. E o que é pior, nestas foram encontradas pústulas viáveis do fungo, o que torna mais preocupante o cenário”. As principais regiões mato-grossense que merecem atenção especial de toda classe produtora são: Médio Norte, Parecis, Sul e Vale do Araguaia. Para estas, o pesquisador recomenda, além do monitoramento efetivo da lavoura e da região, o acompanhamento da evolução da doença, planejamento correto das aplicações (“timing”), aplicações preventivas (no florescimento da cultura) e com intervalos mais curtos entre si principalmente nas cultivares de ciclo médio e tardio, controle químico através de fungicidas, uso das doses recomendadas e tecnologia de aplicação adequada. Em função das lavouras já estarem instaladas em praticamente todo estado, a principal medida de controle e manejo da doença que deve ser adotada neste momento a fim de minimizar perdas no campo e garantir a produtividade é o controle químico por meio de fungicidas registrados para a cultura. “Neste, deve-se optar pela utilização de combinações de triazóis com estrobilurinas em todas as aplicações no sentido de se alcançar melhor eficácia e performance de controle”, destaca o pesquisador. O alerta sobre a ocorrência da ferrugem da soja foi dado por Ivan Pedro e Fabiano Siqueri, em dez cidades de MT onde foi realizado a primeira etapa do Fundação MT em Campo: É Hora de Cuidar. “Levamos para o produtor recomendações que podem auxiliar na condução da lavoura de soja. Ferrugem é um tema que nos preocupa muito e sabemos o estrago que ela pode causar quando o controle foge das mãos do produtor. Ainda há tempo de proteger a lavoura deste terrível fungo”, destaca Siqueri. Além da ferrugem, os pesquisadores da Fundação MT apresentaram informações sobre manejo de Antracnose (Colletotrichum truncatum) e Mancha Alvo (Corynespora cassiicola), doenças que têm causado sérios danos em algumas regiões produtoras de soja e muitas vezes confundem os produtores com relação à identificação e práticas adequadas de manejo. A primeira etapa do Fundação MT em Campo: É Hora de Cuidar ocorreu de 19 a 23 de novembro. A segunda será realizada de 03 a 06 de dezembro em duas cidades de Goiás e seis de Mato Grosso. Agrolink com informações de assessoria

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Atualização Receita Agrowin - Outubro/2012

Está disponível a nova versão do Sistema de Receituário Agronômico referente ao mês de outubro de 2012. As principais mudanças efetuadas estão descritas a seguir:

PRODUTOS INCLUÍDOS NO SISTEMA:

Acetamiprid CCAB 200 SP: Inseticida sistêmico à base de Acetamiprido 20%. Recomendado para o controle de Aphis gossypii em algodão, Bemisia tabaci raça B e Empoasca kraemeri em feijão e Bemisia tabaci raça B, Frankliniella schultzei, Myzus persicae e Thrips palmi em tomate.

Actend: Herbicida sistêmico à base de Trifloxissulfurom-sódico 75%. Recomendado para o controle de diversas espécies de plantas infestantes nas culturas de algodão e cana-de-açúcar.

Ágata: Acaricida e fungicida à base de Fluazinam 39,84%. Recomendado para o controle de Panonychus ulmi em maçã e de diversas doenças nas culturas de batata, cana-de-açúcar, feijão, girassol, maçã, morango, pêssego, soja e tomate.

Altima: Acaricida e fungicida à base de Fluazinam 39,84%. Recomendado para o controle de Panonychus ulmi em maçã e de diversas doenças nas culturas de batata, cana-de-açúcar, feijão, girassol, maçã, morango, pêssego, soja e tomate.

Cignus: Acaricida e fungicida à base de Fluazinam 39,84%. Recomendado para o controle de Panonychus ulmi em maçã e de diversas doenças nas culturas de batata, cana-de-açúcar, feijão, girassol, maçã, morango, pêssego, soja e tomate.

Kleios: Herbicida sistêmico à base de Trifloxissulfurom-sódico 75%. Recomendado para o controle de diversas espécies de plantas infestantes nas culturas de algodão e cana-de-açúcar.

Kromo 250 WG: Herbicida à base de Clorimurom-etílico 25%. Recomendado para o controle de Bidens pilosa e Ipomoea grandifolia em soja.

ProdutorBR: Fungicida sistêmico à base de Tebuconazol 20%. Recomendado para o controle de diversas doenças nas culturas de café, citros, feijão, milho e soja.

SingularBR: Inseticida e cupinicida à base de Fipronil 60%. Recomendado para o controle de diversas pragas nas culturas de algodão, batata, cana-de-açúcar, milho e soja.

Sumiguard 500 WP: Fungicida sistêmico à base de Procimidona 50%. Recomendado para o controle de diversas doenças nas culturas de alface, alho, batata, cebola, cenoura, morango e soja.


PRODUTOS ALTERADOS NO SISTEMA:

Baculovírus Nitral: Conferido via nova bula. Alteradas frases de recomendação.

Carbendazim CCAB 500 SC: Conferido via nova bula. Alterada classificação toxicológica para I – Extremamente tóxica e frases de recomendação.

Danimen 300 EC: Conferido via nova bula. Extensão de uso para as culturas de algodão, café, mamão, repolho e soja. Alteradas frases de recomendação.

Dipel WP: Conferido via nova bula. Alteradas frases de recomendação.

Flumyzin 500: Conferido via nova bula. Alteradas frases de recomendação.

Malathion 1000 EC Cheminova: Conferido via nova bula. Extensão de uso para a cultura de soja. Alteradas frases de recomendação.

Meothrin 300: Conferido via nova bula. Alteradas frases de recomendação.


PRODUTOS RETIRADOS DO SISTEMA

Curacron 500: Retirado do sistema por ter o registro suspenso.

Polytrin 400/40 EC: Retirado do sistema a pedido do fabricante.