quinta-feira, 12 de abril de 2012

Agricultor não tem acesso a 50% dos agrotóxicos registrados

Cerca de 50% de todos os agrotóxicos registrados no Brasil não são colocados à disposição dos agricultores. É o que apontam os dados divulgados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), nesta quarta-feira (11/4), durante 2º Seminário Mercado de Agrotóxicos e Regulação, em Brasília (DF). Além disso, 24% das empresas de agrotóxicos instaladas no Brasil não produziram, nem comercializaram nenhum produto durante a última safra. “Além de apontar para uma estratégia de reserva de mercado, essa prática representa uma perda para os agricultores, que são privados de ter acesso aos produtos registrados”, afirma o diretor da Anvisa, Agenor Álvares.

Outro ponto destacado no estudo é que 53% das empresas de agrotóxicos instaladas no Brasil não possuem fábrica. “São empresas que atuam como verdadeiros escritórios de registro, sendo responsáveis pelo aumento do entulho burocrático, sem agregar nenhum benefício para a sociedade”, constata o diretor da Agência. Na avaliação do coordenador do Observatório da Indústria de Agrotóxicos, Victor Pelaez, o registro de um produto agrotóxico agrega valores intangíveis ao patrimônio das empresas. “O registro é a menor barreira para a entrada de produtos no mercado, tendo em vista que a estrutura deste mercado não muda”, ponderou Pelaez.

Na última safra, que envolve o segundo semestre de 2010 e o primeiro semestre de 2011, o mercado nacional de venda de agrotóxicos movimentou 936 mil toneladas de produtos. A produção gerou 833 mil toneladas de agrotóxicos e a importação foi de 246 mil toneladas de produtos. Os dados apontaram, ainda, que 90% da produção nacional de agrotóxicos foram de produtos formulados, ou seja, agrotóxicos prontos para serem utilizados na agricultura. Os outros 10% corresponderam a produtos técnicos, que são os ingredientes utilizados na formulação dos agrotóxicos. “Isso significa dizer que a grande maioria das indústrias de agrotóxicos instaladas no Brasil apenas envasam matéria prima vinda de outros países”, explica o diretor da Anvisa.

 De acordo com a pesquisa, existem uma concentração do mercado de agrotóxicos em determinadas categorias de produtos. Os herbicidas, por exemplo, representaram 45% do total de agrotóxicos comercializados. Os fungicidas foram 14% do mercado nacional, os inseticidas 12% e as demais categorias de agrotóxicos 29%. Quando comparadas às vendas por ingredientes ativos, o glifosato lidera o ranking, com uma fatia de 29% do mercado brasileiro de agrotóxicos. Já o óleo mineral possui 7% e o 2,4D e atrazina 5% cada. O estudo divulgado pela Anvisa analisou a movimentação de 96 empresas de agrotóxicos instaladas no Brasil, que juntas representam quase 100% do mercado nacional. Atualmente, existem 130 empresas de agrotóxicos no país.

No Brasil, as dez maiores empresas de agrotóxicos foram responsáveis por 75% do mercado de venda, na última safra. No que diz respeito à produção, esse índice cai para 65%. “Trata-se de um mercado extremamente polarizado e de difícil espaço para concorrência”, comenta Álvares. Outra tendência apontada na pesquisa é a de que o mercado brasileiro de agrotóxicos se estrutura de tal maneira que as dez maiores indústrias não competem entre si. “Mesmo no caso em que as patentes estão vencidas, tirando raras exceções, as empresas focam a produção em agrotóxicos com ingredientes ativos que não são comercializados pelas demais empresas, o que gera uma espécie de monopólio sobre os produtos”, diz o diretor da Agência. De acordo com a pesquisa da Anvisa, essa tendência de polarização do mercado também ocorre em escala global. As 13 maiores empresas de agrotóxicos detêm o controle de 83% do mercado mundial do setor. Segundo o coordenador do Observatório da Indústria de Agrotóxicos, esse mercado se configura como um oligopólio com elevado grau de concentração. “A própria estratégia oligopolistas estabelece cooperação entre as empresas que já estão no mercado e barreiras para as que estão de fora”, concluiu Pelaez.

Enquanto, nos últimos dez anos, o mercado mundial de agrotóxicos cresceu 93%, o mercado brasileiro cresceu 190%. Em 2008, o Brasil passou os Estados Unidos e assumiu o posto de maior mercado mundial de agrotóxicos. Em 2010, o mercado nacional movimentou cerca de U$ 7,3 bilhões e representou 19% do mercado global de agrotóxicos. Já os Estados Unidos foram responsáveis por 17% do mercado mundial, que girou em torno de U$ 51,2 bilhões.

Danilo Molina – Imprensa/Anvisa
http://portal.anvisa.gov.br/wps/content/anvisa+portal/anvisa/sala+de+imprensa/menu+-+noticias+anos/2012+noticias/agricultor+nao+tem+acesso+a+50+dos+agrotoxicos+registrados

terça-feira, 20 de março de 2012

Agricultores têm até julho para devolver estoques de agrotóxicos proibidos

 Produtores rurais ou instituições paranaenses que em 2009 declararam ao governo a posse de BHC e/ou outros agrotóxicos proibidos por lei deverão agora fazer a devolução do produto. O prazo vai de março a julho, variando entre os 20 armazéns do Estado licenciados para receber temporariamente os agrotóxicos, que depois serão incinerados (ver calendário anexo). A ação visa retirar do campo os agrotóxicos obsoletos, em especial os organoclorados, cuja fabricação, comercialização e utilização estão proibidas por lei no Brasil.

O Paraná tem cerca de 2 mil agricultores e instituições cadastrados como detentores de estoques de BHC e outros agrotóxicos proibidos. Eles declararam a posse de mais de 600 toneladas de produtos, em diversas regiões do Estado, e foram amparados pela Lei Estadual n° 16.082/2009, que os isentou de quaisquer sanções cíveis, penais ou administrativas relacionadas à posse desses agrotóxicos.

Os procedimentos para devolução estão a cargo da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (por meio do Instituto das Águas, AguasParaná e Instituto Ambiental do Paraná) e da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, por meio da Emater. Entidades do setor privado – o Sistema Ocepar, o Sistema Faep e o Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias – também se uniram à iniciativa, para viabilizar o cadastramento, recebimento, transporte e destinação dos produtos. Para o acondicionamento e transporte dos produtos aos armazéns temporários, a Emater e os sindicatos rurais entregarão aos produtores rurais kits de segurança personalizados contendo sacos de acondicionamento, equipamentos de proteção individual (EPI) completos, folhetos explicativos sobre os procedimentos da operação, incluindo os locais para a devolução.

O kit também inclui uma cópia da portaria do IAP para transporte do material, que deverá ser apresentada na devolução, juntamente com a via da autodeclaração feita em 2009 e os dados cadastrais do declarante (nome, endereço e documentos). Ao devolver o agrotóxico os produtores receberão uma certidão atestando a entrega e isentando-os de responsabilidade sobre os produtos. Emater, em conjunto com sindicatos, vai entregar os kits.


quinta-feira, 15 de março de 2012

MT terá formulário sobre aplicação de agrotóxicos

Nova obrigatoriedade para os produtores rurais no Mato Grosso sobre a aplicação de defensivos agrícolas.

Preencher 17 itens de um questionário sobre a forma de aplicação de defensivos agrícolas nas lavouras. Este é o novo “tema de casa” dos produtores mato-grossenses. A nova exigência foi intitulada pelo Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea), como Guia de Aplicação, que é uma cobrança antiga, mas que será colocada em prática somente neste ano.

Os agricultores terão que preencher os produtos utilizados no campo nos casos de pulverização terrestre com equipamentos tratorizados ou autopropelidos. O não cumprimento das normas pode resultar em notificação e até em multa.

Conforme o engenheiro agrônomo responsável pela unidade do Indea, em Sinop, Marcelo Magalhães Pioli, a aplicação de agrotóxico realizada de forma inadequada pode, por exemplo, ao invés de matar as ervas daninhas, atingir a plantação da fazenda vizinha. “Se a pessoa não tiver preparo, ou equipamentos apropriados na hora da aplicação de agrotóxicos, pode acabar atingindo lavouras de outras propriedades, e são vários fatores, como corrente de ar, má utilização de equipamentos, entre outros”.

Nestes casos, os produtores prejudicados devem procurar os fiscais do Indea para denunciar e especificar os prejuízos. A partir da denúncia, o Instituto abre um procedimento para investigar, e, se caso for comprovado, o autor é obrigado a ressarcir o prejudicado e ainda pagar uma multa que pode variar entre R$ 9,254 a R$ 46,270.

O gestor do núcleo técnico da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Eduardo Godoi, explica que o produtor deve estar com a guia devidamente preenchida quando houver fiscalizações do Indea na propriedade. "Após a aplicação dos defensivos agrícolas, as guias deverão ser preenchidas, assinadas e arquivadas por um período de dois anos para que quando houver fiscalização do Indea o produtor tenha tudo em mãos e evite multas".

No questionário, o empresário rural deve informar a temperatura ambiente na hora da aplicação, direção e velocidade do vento, entre outros quesitos. Para não confundir, o Instituto e a Federação deverão realizar palestras orientativas em alguns sindicatos rurais do Estado sobre o assunto. "Os técnicos do Indea farão palestras informativas nos sindicatos explicando como este guia deve ser preenchido, como é o procedimento, as verificações e as fiscalizações e esclarecer as dúvidas dos produtores".

Publicado pelo site Agro Notícias MT. Só Notícias/Aline Dessbesell, de Sorriso

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Ministério aprova uso de biofungicida contra vassoura-de-bruxa

Material publicado no Boletim Diário FAEP reporta aprovação de produto para controle de importante doença na lavoura cacaueira.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) certificou o registro do biofungicida Tricovab, para combate no campo ao fungo da vassoura-de-bruxa. A certificação encerra processo iniciado há 10 anos pela Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) e inclui bula e rótulo definitivos. O biofungicida foi desenvolvido pela Ceplac a partir de técnicas que usam um fungo natural e antagônico ao fungo Moniliophtora perniciosa, causador da doença nos cacaueiros. A vassoura-de-bruxa devastou a lavoura baiana no final dos anos 80, fazendo a produção cair de 460 mil toneladas para menos de 120 mil toneladas na década seguinte.



O coordenador técnico-científico da Ceplac, Manfred Müller, acredita que a certificação é a última etapa do processo que demandou tempo e estudos do Comitê Técnico de Assessoramento. O comitê é composto pelo Ministério da Agricultura, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), órgãos responsáveis pela regulamentação de agrotóxicos e biofungicidas no País.



"Os pesquisadores da Ceplac se desdobraram na busca de solução natural com alto potencial de controle da vassoura-de-bruxa, sem riscos ao meio ambiente e aos produtores de cacau e colaboradores", avalia Müller.



O biofungicida Tricovab é obtido através da fermentação do fungo Trichoderma stromaticum em laboratório. Trata-se de um produto natural que não causa agressões ao meio ambiente. "Além disso, é comprovadamente eficaz quando diluído em água e pulverizado na plantação de cacau, já que inibe a reprodução do fungo da vassoura-de-bruxa em até 99% no solo e em quase 57% na copa das árvores do cacaueiro", explica o chefe do Cepec, Adonias de Castro Virgens Filho.

O Cepec será responsável pela divulgação da aplicação do produto nas propriedades rurais.



Praga histórica

A vassoura-de-bruxa é uma praga natural histórica da Região Amazônica, sendo considerada uma das mais ameaçadoras do cacaueiro. Quando não se adotam medidas de controle no aparecimento, a praga se espalha rapidamente através do vento e da água, comprometendo completamente a produção.

Atualmente, a doença constitui o maior problema fitopatológico do estado da Bahia e, talvez, do Brasil. A doença é originária da bacia amazônica e só foi detectada no sul da Bahia (microrregião de Ilhéus-Itabuna) em 1989. De 1991 para 2000 o Brasil teve sua produção anual reduzida de 320,5 mil toneladas para 191,1 mil toneladas, caindo a sua participação no mercado internacional de 14,8% para 4%.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Embrapa descobre nova espécie de inseto

Fonte(s): Embrapa

Pesquisadores da Embrapa Clima Temperado (Pelotas/RS) descobriram uma nova espécie de inseto, parecida com um mosquitinho comum, pequena – o macho mede 0,3cm – e que tem como hábito atacar pés de araçá. O novo artrópode recebeu o nome de Elachypalpus psidii.
A ação do inseto nos araçazeiros forma galhas na planta, espécie de tumor que rouba nutrientes e diminui a produtividade. A descoberta de uma nova espécie é um fato incomum na pesquisa brasileira e vai facilitar a pesquisadores e agricultores entenderem a origem de possíveis galhas em um pé de araçá.
Segundo o pesquisador Dori Edson Nava, um dos responsáveis pela descoberta, a nova praga não causa grandes danos ao fruto quando a contaminação for pequena. Em caso de grande quantidade, ela pode dificultar a realização da fotossíntese e comprometer a produção. “Descobrimos que era uma nova espécie pelo formato diferenciado dos tumores - forma de barril – e, depois, analisando a anatomia do inseto”, comenta Nava. “Estamos buscando alternativas para controlá-lo”, expõe.
O Elachypalpus psidii é da ordem dos dípteros, a mesma da mosca comum. A existência da espécie foi desvendada por uma pesquisa feita pelo Laboratório de Entomologia da Embrapa Clima Temperado e catalogada pela taxonomista Valéria Maia, do Museu Nacional do Rio de Janeiro.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Coletor de esporos apresentado no Show Rural Coopavel

O Show Rural Coopavel sempre traz inúmeras novidades tecnológicas para os participantes. Uma delas apresentada este ano é o coletor de esporos. Nada mais é do que um tubo com uma lâmina contendo uma fita dupla face instalada no seu interior. A ideia é bem simples: os esporos presentes no ar são coletados por este tudo e ficam presos nessa lâmina. Utilizando um microscópio, os técnicos identificam os esporos coletados e recomendam ou não a aplicação de fungicidas.

Esse equipamento permite o monitoramento das doenças, o que é extremamente importante para a realizar a aplicação de agrotóxicos. Lembrando que além dos benefícios ambientais advindos da redução do uso de agrotóxicos ocorre também uma redução considerável do custo de produção.

Maiores informações poderão ser visualizadas no site Negócios da Terra .

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Anvisa lança cartilha com orientações sobre agrotóxicos

Créditos: Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) lançou uma cartilha com orientações para trabalhadores rurais que trabalham com agrotóxicos. O objetivo é que eles saibam como evitar intoxicações. De acordo com os dados do Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em 2009, foram registradas 188 mortes por agrotóxicos e 11.641 casos de intoxicação. O agrotóxico de uso no campo é a segunda causa de intoxicação no país, ficando atrás apenas dos medicamentos, que somaram 26.540 registros no mesmo ano. A cartilha também está disponível para download no site da Anvisa (arquivo PDF - 6,48 Mb).

A cartilha cita quais são os principais sintomas de intoxicação aguda, seja pela respiração, boca ou contato com a pele, e como a pessoa deve agir. Alguns dos efeitos são inchaço no corpo, alergias, dor de cabeça, câimbras, vômitos, dificuldade de respirar e irritação na pele. Nos casos agudos, a contaminação pode provocar impotência, aborto e depressão.

O material orienta o agricultor a comprar o agrotóxico seguindo as recomendações de um agrônomo, que vai indicar a substância adequada para o tipo de plantação e a dose certa. Outras dicas são sobre o transporte, armazenamento e descarte correto das embalagens.

De acordo com a Anvisa, 20 mil exemplares da publicação foram distribuídos para as vigilâncias sanitárias estaduais, a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) e os ministérios da Agricultura e Saúde.

FONTE

Agência Brasil
Carolina Pimentel - Repórter
Lana Cristina - Edição

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Unesp cria sistema de classificação de agrotóxicos

relato de trabalho desenvolvido por pesquisadores da UNESP propõe classificação dos agrotóxicos em relação à deriva.

Publicado em 31/01/12.

Produtos foram avaliados quanto ao potencial de deixar excedentes na natureza
Uma equipe da Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA) da Unesp, Câmpus de Botucatu, desenvolveu um sistema de classificação de agrotóxicos quanto à redução de ‘deriva' na aplicação. Deriva é a porção do produto químico aplicado que não atinge o alvo desejado, podendo se depositar em áreas vizinhas, com potencial impacto ao ambiente.
Os pesquisadores analisaram não apenas os agrotóxicos, mas toda a técnica de aplicação de cada produto, o que inclui os adjuvantes (substâncias adicionadas ao defensivo agrícola para facilitar sua aplicação, aumentar a eficiência ou diminuir riscos) e também as pontas de pulverização (responsáveis por distribuir as gotas contendo os agrotóxicos nas lavouras).
Apesar de existir no mercado uma quantidade grande de agrotóxicos, adjuvantes e pontas de pulverização, os consumidores destes produtos têm dificuldade para escolher, segundo explica o autor do trabalho Fernando Kassis Carvalho, estudante de mestrado da FCA. "Não existe no Brasil uma classificação dos produtos em relação à redução de risco de deriva", diz. "O acesso a essas informações evitaria que o agricultor adquirisse produtos que não cumprem as funções esperadas."
Segundo o professor da FCA Ulisses Antuniassi, co-autor do estudo, o sistema de classificação vai além de transmitir ao produtor segurança na hora da escolher uma técnica de aplicação. "A classificação é uma ferramenta para aumentar a sustentabilidade e a responsabilidade no uso de produtos fitossanitários".
Além do professor e do pós-graduando, participaram do trabalho os pesquisadores Rodolfo Glauber Chechetto, Caroline Michels Vilela, Alisson Augusto Barbieri Mota, Anne Caroline Arruda e Silva e Rone Batista de Oliveira.
Classificação por ‘estrelas'
Os estudiosos analisaram a espessura das gotas geradas durante as pulverizações - quanto mais finas, mais sujeitas à deriva porque podem ser carregadas a grandes distâncias. A partir de testes feitos em um túnel de vento, os pesquisadores da FCA criaram uma escala que atribui estrelas a cada técnica de aplicação em função dos resultados obtidos.
"A quantidade de estrelas que uma técnica recebe indica a capacidade em reduzir deriva", explica Antuniassi. "Como exemplo, uma técnica classificada com três estrelas proporcionaria uma redução no risco de deriva maior do que 75% com relação a um método de aplicação padrão".
A expectativa dos pesquisadores é que essa classificação seja, no futuro, impressa no rótulo ou bula do agrotóxico, servindo como base para a tomada de decisão sobre o tipo de técnica que deverá ser empregada. "Se uma aplicação será feita em região próxima a uma área urbana ou a um curso d'água, a recomendação é o uso de um agrotóxico cujo rótulo indique uma técnica de três estrelas, e esta ressalva deverá constar da receita agronômica [prescrição e orientação técnica para o uso do produto]", exemplifica o professor.
Em locais mais distantes a regiões de maior sensibilidade aos impactos causados pelos agrotóxicos, o uso de técnicas de uma ou duas estrelas poderia até ser aceitável, dizem os estudiosos.
Prêmio
O trabalho foi destaque na quinta edição do Simpósio Internacional de Tecnologia de Aplicação de Agrotóxicos (Sintag), realizado em setembro, em Cuiabá (MT). Ele obteve o primeiro lugar na categoria "Melhores trabalhos sobre deriva na aplicação de agrotóxicos", concorrendo com 21 pesquisas. Carvalho, primeiro autor, foi convidado a apresentar o trabalho aos líderes da área de pesquisa da empresa Dow Agroscience, patrocinadora do evento. Além do troféu, ele recebeu um prêmio de R$ 5 mil.
Ainda durante o Sintag, na mesma categoria, outro trabalho da FCA teve destaque: "Avaliação da deriva em aplicações de herbicidas em canas-de-açucar", de Caio Antonio Carbonari, Edivaldo Domingues Velini, Marcelo Boschiero e Weber Valério foi classificado em terceiro lugar. (Da Unesp)

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Anvisa quer proibir uso de dois agrotóxicos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) quer proibir o uso de dois agrotóxicos no país. A agência abriu ontem (23/01/12) consulta pública propondo banir o parationa metílica e o forato do mercado brasileiro. Segundo a Anvisa, estudos científicos mostram que as substâncias fazem mal à saúde. O parationa causa problemas no sistema endócrino, transtornos psiquiátricos e afeta o desenvolvimento do embrião e do feto na gravidez. O inseticida é usado no controle de pragas nas plantações de algodão, alho, arroz, batata, cebola, feijão, milho, soja e trigo. O forato aumenta o risco de diabetes na gestação e atinge o sistema respiratório, podendo levar à morte com a exposição a baixas doses. É autorizado para o combate de parasitas e insetos nas lavouras de algodão, amendoim, café, feijão, milho, tomate e trigo. Os dois produtos já são proibidos na Comunidade Europeia (CE) e utilizados com restrições nos Estados Unidos. As consultas ficam abertas por dois meses, período em que a população pode opinar sobre o banimento dos agrotóxicos. As contribuições às Consultas Públicas 8 e 9/2011 podem ser feitas pelo site da Anvisa ou pelo e-mail toxicologia@anvisa.gov.br. Outros canais de participação são o fax (61) 3462-5726 e cartas para o endereço: Agência Nacional de Vigilância Sanitária Gerência-Geral de Toxicologia/SIA Trecho 5, Área Especial 57, Lote 200 CEP 71.205.050 - Brasília/DF FONTE: Agência Brasil Carolina Pimentel - Repórter Rivadavia Severo - Edição

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

A verdade sobre os agrotóxicos

A verdade sobre os agrotóxicos
06/01
Reportagem da Revista Veja desta semana esclarece questões sobre os defensivos

A revista Veja, em sua edição desta semana (04-01, abaixo), publica o Guia Veja sobre o uso dos defensivos agrícolas nas lavouras, em especial os hortifrutis.

Pautada nos dados que a ANVISA divulgou, dia 7 de dezembro, sobre a possível presença de resíduos de agroquímicos nos alimentos, a edição do Guia está muito bem embasada. Recorre a diversas entrevistas junto a representativas fontes acadêmicas e especialistas em Agronomia, Nutrição e Medicina. O resultado jornalístico desse trabalho amplo e isento – ouvindo diversas opiniões contrárias – contrapõe o que vem sendo publicado por grande parte mídia.

Os colegas jornalistas, lamentavelmente, têm sido pouco esclarecidos justamente pela Agência de Saúde ao divulgar os alimentos analisados. Com isso, a cada ano, os consumidores têm sido alarmados pela forma como a ANVISA divulga sua análise de resíduos em alimentos. De acordo com os especialistas, os dados carecem de melhor detalhamento técnico no momento de sua divulgação.

Esperamos que a edição deste Guia Veja seja útil a todos. Ela deve contribuir para esclarecer os consumidores e a opinião pública sobre o papel dos defensivos para a produtividade agrícola e a segurança alimentar e nutricional dos alimentos que chegam às nossas mesas, graças às modernas tecnologias e à dedicação de milhares de agricultores.


Guia Veja - Matéria: "A verdade sobre os agrotóxico?s"
Revista Veja, edição de 4 de janeiro de 2012, páginas 84 a 88

Há um mês a Agencia Nacional de Vigilância Sanitária - (ANVISA), divulgou os resultados de um estudo iniciado em 2010 sobre a contaminação de alimentos por agrotóxicos - e suas conclusões deixaram quase em pânico os consumidores que se preocupam em pôr à mesa apenas aquelas frutas e hortaliças que colaborem com sua saúde.

No banco geral da Anvisa, 28% dos produtos avaliados foram considerados insatisfatórios; no topo do ranking vinha o pimentão (com assustadores 91,85 de amostras contaminadas), seguido por morango, pepino, alface e cenoura.

Estariam os brasileiros, então, intoxicando-se perigosamente cada vez que levam o garfo à boca e arriscando uma doença grave no futuro? Definitivamente, não: Quando se esmiúça o relatório, vê-se que muito do receio que ele provocou é exagerado e infundado. Para explicar porque é assim, VEJA conversou com 8 toxicologistas e engenheiros agrônomos que atuam em centros de referências no país.

Antes de mais nada: Porque os agricultores se valem de produtos que, em seu próprio nome, já trazem o sufixo tóxico?
A palavra entre "Agrotóxico" é imprecisa e algo carregado ao julgamento de um valor - resquício do tempo, há muito tempo deixado para trás, em que estas substâncias eram colocadas no mercado sem pesquisa suficiente sobre suas propriedades e seus efeitos, e usadas de forma indiscriminada. O nome certo é "defensivo agrícola", uma vez que esses produtos servem não para intoxicar a lavoura ou o produtor, mas sim para defender a plantação de pragas, insetos e parasitas e evitar que ela se perca.

Como foi feito o estudo da Anvisa?
O programa de análise de resíduo de agrotóxico em alimento avaliou 2.488 amostras de 18 tipos de alimentos - abacaxi, alface, arroz, batata, beterraba, cebola, cenoura, couve, feijão, laranja, maça, mamão, morango, pepino, pimentão, repolho, tomate. A escolha das variedades obedeceu à combinação de três parâmetros: os dados de consumo do IBGE (que levanta os itens mais comuns na mesa dos brasileiros), a disponibilidade nos supermercados e as culturas em que o uso de defensivos é costumeiramente intensivo, por serem mais numeráveis a pragas ou pestes. Os vegetais foram coletados e analisados em 2010.

Como se definiu o que é um alimento contaminado?
A classificação seguiu dois critérios: resíduo, no alimento, de defensivo acima do limite permitido e detecção do uso de defensivo não autorizado para aquela determinada cultura. Das 2488 amostras, 694 foram consideradas irregulares.

Quantos alimentos apresentaram resíduos de defensivos em excesso?
Apenas 3,6% dos produtos avaliados revelaram teor de agrotóxico acima do limite máximo de resíduo (LMR), índice que determina o consumo sem riscos à saúde. Ou seja, das 2488 amostras, 89 foram reprovadas. Isso pode acontecer por dois motivos: Porque o agricultor aplicou na lavoura uma dose acima da indicada ou porque desrespeitou o chamado período de carência. - O intervalo mínimo entre o uso do pesticida e a colheita, tempo em que o defensivo se degrada e perde sua toxicidade para os seres humanos.

Quão acima do limite de resíduos estavam esses alimentos?
Em geral, muito pouco. Segundo o toxicologista Ângelo Trapé, professor da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), esse é o quesito em que este receio é quase sempre injustificado, já que as margens de segurança são altíssimas. Para definir o nível seguro de resíduos de defensivos agrícolas que o ser humano pode ingerir diariamente, os cientistas primeiro realizam estudos em animais. O valor que não apresenta riscos para eles é então dividido por 100 - e assim se chega ao limite máximo aceitável para homem. Ou seja, o nível de resíduo detectado das amostras coletadas teria de estar 1000% acima do permitido para que se começasse a pensar em risco real. E nenhum caso desta monta foi verificado.

Em 24,3% das amostras, as análises detectaram presença de defensivos não autorizados. Eles eram, então, ilegais?
Não, eles eram comercializados legalmente no país. O que acontece é que cada produto deve informar, no rótulo o tipo de alimento ao qual destina. "para registrar um produto, o fabricante gasta milhões de dólares. E, mesmo quando a marca já está no mercado, incluir uma nova cultura no rótulo, custa entre 35 000 e 40 000 dólares", explica Luís Rangel, coordenador-geral de agrotóxicos do Ministério da Agricultura. Resultado: Como o processo é oneroso, as empresas preferem investir em defensivos que serão vendidos aos grandes produtores, como os dos setores de algodão, soja e milho, em detrimento daqueles destinados às culturas pequenas, como as hortaliças. "Assim, quando não há defensivos registrados para eliminar pragas que atacam uma cultura pequena, o produtor se vê obrigado a recorrer ao defensivo não autorizado, mas que traz o princípio ativo do qual eles necessitam", explica Celso Omoto, professor da Faculdade de Engenharia Agronômica da Univesidade de São Paulo em Piracicaba.

O uso de defensivo não autorizado é prejudicial à saúde?
Não necessariamente. As pesquisas mostram que um defensivo não oferece mais ou menos riscos de saúde se aplicado neste ou naquele alimento. Ou seja, o produto x, indicado para tomate, não ficará mais tóxico, sendo usado no pimentão. "O problema está na soma: resíduos de um mesmo agrotóxico em vários dos alimentos que constam na dieta de uma pessoa podem vir a extrapolar seu limite máximo", diz Luiz Claudio Meirelles, gerente geral de toxicologia da Anvisa. Mas a situação não é alarmante. "Como a margem de segurança para o cálculo do LMR é alta, é muito provável que o consumo desses alimentos não ofereça nenhuma implicação à saúde" diz o médico patologista João Lauro Camargo, da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Botucatu.

Os alimentos que lideram o ranking da Anvisa - pimentão, morango e pepino - representam riscos à saúde?
De forma alguma. Isso vale para os dezoito alimentos avaliados. "Como os resíduos apresentados estão dentro de níveis seguros - quando houve excesso, ele era irrisório -, não há motivo para preocupação em termos de saúde pública" explica Ângelo Trapé da Unicamp.

É possível remover resíduos de defensivos nos vegetais?
Não, pois o defensivo penetra na polpa do alimento ou circula pela seiva da planta. Nas últimas semanas, muitas "receitas" para remover defensivos circulam por ai - inclusive em telejornais de grande alcance - como lavar alimentos com água e sabão ou mergulhar em uma solução de hipoclorito de sódio, que nada mais é do que água sanitária diluída. Pura balela. "A lavagem com qualquer uma destas substâncias removem micróbios e coliformes fecais, mas não resíduos químicos", explica o engenheiro agrônomo José Otávio Menten, professor da Universidade de São Paulo, em Piracicaba. A fruta e a verdura ficam limpinhas, o que é ótimo. Mas o que houver de resíduo químico nelas continuará ali.

Descascar o alimento, então não adianta?
Descascar o alimento ou retirar as folhas externas do maço de alface, por exemplo, elimina apenas os resíduos presentes nestas partes do vegetal. O que está nas outras partes permanece. Além disso, as cascas de muitos alimentos são altamente nutritivas, e descartá-las pode ser um desperdício.

Algumas hortaliças, frutas e legumes tendem a absorver mais defensivos?
Não. O que determina se algum resíduo permanecerá no alimento é o manejo do produto na lavoura: a quantidade empregada e o período de carência indicado para aquela substância em particular. Se tudo for feito conforme a bula, entre o dia da aplicação do defensivo e o da colheita, a dose correta sofrerá degradação natural com a ação dos raios solares, da chuva e dos microorganismos.

Ingerir resíduos de defensivos provoca doenças ou malefícios?
Não existe comprovação científica de que o consumo a longo prazo de resíduo e pesticida nos alimentos provoque problemas graves em seres humanos. "A associação entre o uso de defensivos e a ocorrência de câncer, malformação fetal ou distúrbios neurológicos só foi demonstrada em animais expostos as concentrações altíssimas desses produtos", diz o toxicologista Flávio Zambrone, presidente do instituto brasileiro de toxicologia. Também não há caso de intoxicação provocada pela ingestão de um alimento contaminado.

Os defensivos oferecem risco à saúde dos agricultores?
Apenas quando eles não respeitam as regras de uso. "Os principais efeitos adversos são problemas gastrointestinais e demartologicos provocados por exposição a doses elevadas", diz Ângelo Trapé. Os equipamentos de segurança e as preocupações recomendadas pelos fabricantes reduzem drasticamente os riscos de contaminação.
"Como o Brasil é um dos países mais rigorosos no processo de registro, os produtos disponíveis no mercado são seguros.", diz a Engenheira Agrônoma Rumy Goto da Unesp.

É possível reduzir o uso de defensivos no campo, sem prejudicar a produtividade?
Sim, com programas educacionais que ensinem o agricultor a escolher o produto certo, aplicar a dose correta e respeitar o período de carência para a colheita segura. O produtor pode, por exemplo, optar por agrotóxicos seletivos, que agem na praga sem extirpar seus inimigos naturais. Assim o inseticida que mata o pulgão (praga) não elimina a joaninha (que se alimenta de pulgões e, assim, promove um controle natural da praga), o que reduz a necessidade de mais defensivos. Outra solução envolve manejos agrícolas como a rotação de cultura para quebrar o ciclo de vida da praga. "O produtor deve entender que existem diversas ferramentas para controlar pragas. Sem esse conhecimento, ele acaba optando pelo produto mais barato ou não autorizado para aquela cultura" diz o engenheiro agrônomo Celso Omoto da USP.

Existe alguma maneira de o consumidor se certificar da proveniência das frutas, dos legumes e das verduras que vai pôr à mesa?
Por enquanto não. Mas o Ministério da Agricultura pretende criar um cadastro de produtores multados por uso indiscriminado de defensivos agrícolas e disponibilizá-los para consulta pública em seu site. Essa medida poderá incentivar os bons produtores a identificar seus produtos com um selo. Como já é possível encontrar nas gôndolas do supermercado.

Orgânicos em Pratos Limpos

O temor que os alimentos com defensivos agrícolas façam mal à saúde tem feito com que muitos consumidores cogitem substituir frutas, verduras e legumes convencionais por seus equivalentes "orgânicos", ainda que tenham de desembolsar o dobro por isso.

Veja o que dizem os especialistas sobre este tipo de cultivo.

O que são alimentos orgânicos: aqueles cultivados sem o uso de agrotóxicos ou hormônios de crescimento.

O que é permitido numa cultura orgânica: plantar ervas daninhas que atraiam para si as pragas, usar adubos naturais, como esterco, e empregar extratos vegetais, como os de nim e pimenta, para combater pestes. No entanto, segundo os engenheiros agrônomos, Rumy Goto da Unesp e José Otávio Menten da Universidade de São Paulo, algumas exceções são permitidas " para nutrirem o solo os agricultores usam fertilizantes à base de compostos químicos, como o sulfato de potássio", diz Rumy. Menten destaca ainda a utilização, na plantação orgânica, de defensivos amplamente empregados na agricultura convencional como o enxofre, a calda de fumo e a calda bordalesa (mistura de sulfato de cobre com cal). Essas substâncias, porém, não são inofensivas. "Todos esses produtos 'orgânicos' deveriam ser submetido a avaliações", defende Menten.

Como identificá-los: desde janeiro/2011 os orgânicos vendidos em lojas e supermercados vêm com selo do Ministério da Agricultura. Nas feiras, o consumidor deve verificar se o vendedor possui o cadastro de agricultor orgânico. A lista de habilitados está no site Prefira Orgânicos (www.prefiraorganicos.com.br). Não que isso seja garantido, entretanto. As regras para o credenciamento e fiscalização são um bocado vagas e têm muitas lacunas. Por isso mesmo, algumas grandes redes de varejo se certificam de que não estão vendendo gato por lebre testando elas próprias em laboratório, periodicamente, amostras dos vegetais que exibem em suas gôndolas.

Quem fornece o selo: O produtor pode obtê-lo de duas maneiras. A primeira é contratar uma das seis empresas credenciadas pelo governo para o serviço. Elas avaliam a qualidade do solo e da água da plantação, antes de fornecer o selo. A outra são os chamados Sistemas Participativos de Garantia (SPG), em que um grupo de produtores se reúne com consumidores, pesquisadores e técnicos, sejam eles agrônomos ou não, e solicita autorização ao Ministério da Agricultura para se autocertificar.

Quem fiscaliza: Não há fiscalização sobre o comercio de orgânicos em feiras livres. Nos outros casos ela é feita pelas próprias empresas que deve acontecer pelo menos uma vez por ano, não são claras, nem são exigidas análises periódicas para detectar eventuais resíduos de defensivos químicos nas plantações. "Esse tipo de avaliação só ocorre quando há uma denúncia ou quando se constata um risco, como a identificação de uma plantação vizinha que utiliza produtos químicos", diz Rogério Pereira Dias, coordenador de Agroecologia do Ministério da Agricultura.

Riscos: sem o controle adequado de produção e armazenagem, as plantas orgânicas podem ser contaminadas por fungos ou por bactérias como a salmonela e a Escherichia coli. Um caso celebre aconteceu na Alemanha, em junho de 2011: mais de 40 pessoas morreram e milhares foram parar no hospital após ingerir brotos de feijão de uma fazenda orgânica contaminados com E. coli. Ou seja, não só por ser orgânico um produto é necessária e automaticamente mais saudável que o similar cultivado com o auxilio de defensivos.

Mais informações:
http://www.agrolink.com.br/noticias/ClippingDetalhe.aspx?CodNoticia=164421